quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O cenário do novo “apocalipse”? Voltaremos ao século XVIII?


Voltaremos ao século XVIII?


Uma nova era glaciar em vez de aquecimento global: é este o novo cenário do novo “apocalipse” apresentado por um cientista do observatório russo de Pulkovo, Habibullo Abdusamatov. O investigador, doutorado em ciências físico-matemáticas, acredita que não é o calor, mas sim o frio extremo, que está esperando a Terra no futuro próximo. O motivo, segundo o astrônomo, está na redução da atividade solar: o planeta já passou por tais períodos, e pela última vez – desde meados do século XVII até início do século XVIII. No entanto, a maioria dos peritos, incluindo seus colegas, não compartilham o ponto de vista de Abdusamatov.

O Tamisa, o Sena e o Reno congelados, grandes extensões de terras da Rússia cobertas de gelo e de uma camada de neve de um metro. Depois do frio extremo deste inverno não dá vontade nem sequer de imaginar uma imagem destas. Mas Abdusamatov está convencido que é exatamente para um cenário destes que a humanidade tem que se preparar. Um longo período de frio pode se tornar a quinta era glaciar nos últimos nove séculos. A situação no meio do século XXI, segundo o cientista, será semelhante ao ciclo de menor atividade solar, o chamado mínimo Maunder, que durou de 1645 a 1715. Nesse período, em consequência do frio, da fome e da imigração, a população dos países nórdicos diminuiu significativamente.
A previsão de Abdusamatov é baseada em suas observações da atividade solar. Cientistas distinguem ciclos de 200 anos e mais curtos – de 11 anos – na atividade do nosso Sol. Hoje, segundo o esquema de Abdusamatov, a atividade se está reduzindo dentro do atual ciclo bicentenário: consequentemente, a Terra está recebendo menos energia e largando mais energia para o espaço. Por enquanto, a atmosfera está sendo aquecida pelo calor acumulado no oceano mundial. Mas já a partir de 2014, acredita o cientista, a humanidade vai sentir a temperatura diminuir atingindo o seu pico em 2055. Com a ressalva de “mais ou menos onze anos”. O que fazer então com a teoria predominante do clima que nos promete o aquecimento global? Segundo Abdusamatov, os argumentos de seus defensores não estão provados cientificamente.
No entanto, por agora, as hipóteses do próprio não são suportadas por seus colegas. A mídia deve tomar essa teoria com cautela, disse em entrevista à Voz da Rússia o vice-diretor do observatório astronômico de Pulkovo Yuri Nagovitsyn.
"Este é um dos problemas mais difíceis da ciência. E aí aparece uma pessoa que até agora não trabalhou na área do clima e começa a fazer declarações sensacionais. Quero enfatizar que esta teoria não é de qualquer forma a posição oficial do nosso centro de pesquisa".
É verdade que a previsão das alterações climáticas em si já é uma tarefa complexa. Nem sempre as previsões se realizam: especialmente quando são baseadas em um fenômeno ainda menos estudado – a atividade solar, refere Yuri Shmakin, perito em climatologia do Instituto de Geografia, da Academia Russa de Ciências.
"Na verdade, ninguém sabe a resposta mas, por enquanto, não observamos nenhum sinal de arrefecimento. Está decorrendo um aquecimento bastante estável. Não podemos prever o comportamento do Sol. Existe um fato interessante: durante muitos séculos foi conhecido o ciclo de atividade solar de 11 anos. Pois esse ciclo estava decorrendo, mas em 2007 de repente parou. Ou seja, em 2007 foi o mínimo de atividade solar, depois do qual ela deveria recomeçar a aumentar num novo ciclo de 11 anos, mas isso nunca aconteceu. E ninguém sabe porquê".
No entanto, Abdusamatov tem uma resposta pronta para as objeções de seus colegas: todas as teorias geniais foram primeiro rejeitadas pela comunidade científica. O cientista afirma que sua ideia está sendo suportada por cada vez mais adeptos no mundo. O investigador insiste para que todos – especialmente os habitantes dos países nórdicos – estoquem lenha.


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