segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Meu Medo!


Meu Medo não o do fim do mundo. 

O meu maior medo é de que não aconteça o fim das desgraças do mundo. 

Tenho medo que Jesus demore para voltar.

O mundo não acaba aqui, o mundo ainda está de pé! Mas se o mundo não acabou, então "eles" acabam com ele.


domingo, 30 de dezembro de 2012

'Princípio das Dores' e NOM. Publicação em: Os falsos mestres e seus templos de pedras



Fábio Prestes Roberto
O que diz a bíblia sobre os acontecimentos de hoje.


Os falsos mestres e seus templos de pedras

osegredodedeus.spaceblog.com.br
Revelação de Deus 'Princípio das Dores' Segunda vinda de Cristo, Segundo Advento ou Parúsia (d...

sábado, 29 de dezembro de 2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sinais? postagens do Blog Isso é o fim.

Sinais do colapso

A.C.emIsso é o fim - 1 minuto atrás
*Um colapso Econômico horrível está a caminho: Market Bond está implodindo, teto da dívida será ultrapassado na segunda-feira seguinte a 31 de dezembro. Proprietários agora suspendendo bancos, e América está rapidamente se tornando uma nação de ganhos, todo mundo toma, ninguém produz, Dinheiro é gratuito e sem valor!* *Standard & Poors e Moodys Investors Service estão cortando ratings de dívida corporativa no ritmo mais rápido desde 2009, como uma desaceleração da economia global e de endividamento recorde corroendo a qualidade de crédito.**A proporção de rebaixamentos de clas...mais »
 

EUA se preparando para uma invasão militar na Síria: Israel

A.C.emIsso é o fim - 8 minutos atrás
[image: Foto de arquivo mostra rebeldes sírios na cidade de Halfaya, Hama província, em 18 de dezembro de 2012.] * Foto de arquivo mostra rebeldes sírios na cidade de Halfaya, província de Hama, em 18 de dezembro de 2012.*Qui 27 de dezembro de 2012 02:47 * Um alto funcionário israelense disse que os Estados Unidos estão se preparando para uma possível intervenção militar na Síria para evitar que as supostas armas químicas da Síria seja usada contra civis ou caia em mãos erradas.* *Ministro de Israel de Assuntos Estratégicos Moshe Yaalon disse à Rádio Israel nesta quinta-feir...mais »
 

Terremotos em Kamchatka são perigosos não apenas para russos

A.C.emIsso é o fim - 15 minutos atrás
*A mídia ocidental publicou os resultados preliminares do estudo de um grupo internacional de cientistas que trabalham em Kamchatka. Eles concluíram que os terremotos de Kamchatka são cíclicos.*Fortes erupções e tsunamis ocorrem lá pelo menos cinco vezes em mil anos, mas a calma tão pouco é garantida nos intervalos. As informações obtidas pelos cientistas são necessárias para corrigir os riscos econômicos da região do Pacífico.A expedição da professora de geologia da Universidade do estado de Washington, Sra Joanne Bourgeois e outros pesquisadores estrangeiros para Kamchatka é o...mais »

Bola de fogo provoca estrondo e clarão azul em Passo Fundo RS

A.C.emIsso é o fim - 20 minutos atrás
Passo Fundo/RS, na madrugada do dia 27, foi atingida, segundo diversos ouvintes, por um meteorito. Os vários relatos davam conta de que por volta da meia noite, uma bola de fogo que provocou um clarão azul, um estrondo e clareou a noite teria cruzado o céu da cidade.O fenômeno teria sido observado de diversos pontos, como dos bairros São Cristovão, Santa Marta e Centro. De acordo com o geólogo Luis Paulo Fragomeni, a possibilidade de que os relatos se confirmem é grande, segundo explica, os depoimentos que chegam, a maneira e o horário são compatíveis com um meteoro, o que nos, comu...mais »
 

Ano de 2012 bateu recordes de temperatura e degelo extremo

A.C.emIsso é o fim - 39 minutos atrás
Em 2012 ocorreu um degelo sem precedentes no Ártico***Foto: Divulgação***Em 2012 ocorreram fenômenos climáticos extremos em todo o mundo, sobretudo no hemisfério norte, com grandes ondas de calor e de frio e um degelo sem precedentes do gelo ártico, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).O ano começou com um episódio do fenômeno climático La Niña de intensidade moderada, que provocou o resfriamento extremo do clima e continuou com um aumento importante das temperaturas a partir de abril, informou a agência especializada da ONU.Apesar dos fenômenos climáticos El Niño ...mais »

 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Nicarágua - Alerta de vulcão


Nicarágua faz 


retirada de 


população por 


ameaça de vulcão


San Cristóbal registra fumaça e cinzas desde terça-feira (25).
'Estamos pedindo, fiquem em lugares seguros', disse coordenadora.



Autoridades da Nicarágua retiraram nesta quarta-feira (26) preventivamente cerca de 300 famílias que vivem em torno do vulcão de San Cristóbal, o mais ativo e mais alto no país, que registra fumaça e cinzas desde a véspera.
O presidente Daniel Ortega declarou alerta amarelo no departamento de Chinandega, no oeste do país, e apelou ao povo para atender à determinação de retirada no espaço de três quilômetros ao redor do vulcão, disse Rosario Murillo, coordenadora do Conselho de Comunicação e Cidadania.
"Temos famílias que se retiraram (...) Estamos pedindo, fiquem em lugares seguros...são alguns dias até passar esta emergência", disse ela aos repórteres.

O vulcão, de 1.745 metros de altura, está situado a 135 quilômetros a noroeste de Manágua e a última vez que registrou atividade eruptiva foi em setembro, com explosões de gases e cinzas que alcançaram cinco quilômetros de altura.

Calor infernal de 43º C, mata 100 mil frangos




Calor mata 100 mil 


frangos no Uruguai


'Não conseguimos entender', disse produtor que perdeu 3 mil animais.
Temperaturas superaram os 43º C em alguns galpões de criação.


A onda de calor que atinge o Uruguai provocou na segunda-feira (24) a morte de mais de 100 mil frangos, informou nesta terça (25) a imprensa local.
"Não conseguimos entender", disse o produtor Hugo Lauretta, que perdeu 3 mil de seus 18 mil frangos, algo inédito em seus mais de 20 anos na área avícola.
A presidente da associação de produtores de frangos, Miriam Biganzoli, disse que os 100 mil frangos mortos na segunda-feira não resistiram a temperaturas que superaram os 43 graus em alguns galpões de criação.

 3 DE DEZEMBRO DE 2012

Calor faz indústria dar banho em frangos

image
Para um frango, o calor acima de 36 graus Celsius é uma sentença de morte. As temperaturas elevadas dos últimos dias estão fazendo a avicultura do Paraná mudar sua rotina. O transporte das aves vem sendo concentrado nas horas menos quentes do dia e à noite, quando os termômetros registram 20º C mesmo nas regiões que estão chegando a 35º C durante a tarde. Além disso, os bichos recebem borrifadas de água nos caminhões, antes da viagem às indústrias. O banho é feito com equipamentos idênticos aos usados para desinfetar caminhões na chegada e na saída das granjas.
Nos aviários há mais controle da temperatura, mas o transporte até os frigoríficos depende das condições do tempo, conforme o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar). Na chegada à indústria, os caminhões entram em áreas de espera com ventiladores e nebulizadores, relata o zootecnista Ildeu Canalli, do grupo GTFoods. “O banho ajuda a refrescar a viagem, que é de cerca de uma hora. Na área de espera, é como se o frango voltasse para o aviário”, explica.
80 mil frangos morreram de calor no Paraná no mês passado, devido à falta de energia nos sistemas de resfriamento de aviários. Em São Paulo, as mortes chegaram a 500 mil.
O Brasil vem perdendo milhares de aves devido ao calor. A maior parte – cerca de 500 mil – morreu em São Paulo, provocando alta de 25% no preço do ovo. O Sul do país, região que concentra a produção brasileira de frango de corte, registrou perdas que somam 110 mil cabeças, devido a quatro ocorrências de falta de energia para o resfriamento de aviários. Foram 80 mil frangos mortos no Paraná, 20 mil no Rio Grande do Sul e 10 mil em Santa Catarina. Isso tudo no último mês, quando as temperaturas subiram.
A temperatura corporal de um frango é de 41º a 42º C – 5 graus a mais que a do ser humano. Cobertas de penas e desprovidas de glândulas de suor, as aves sofrem aquecimento sempre que o ambiente esquenta rapidamente e ultrapassa os 30º C. Dois graus de elevação na temperatura corporal podem levar um frango à morte, explicam os técnicos.
Além do transporte noturno e dos banhos nas aves, as indústrias informam estar orientando os avicultores a redobrarem a atenção quanto ao bem-estar animal. Mesmo aviários com sistema automático de fornecimento de água e ração estariam sendo monitorados mais frequentemente.
Fonte:  Gazeta do Povo – Avicultura Industrial

imagens: E.Brentzel
Postado por 

Malásia - 14 mil pessoas a deixarem suas casas e buscarem abrigo em centros de socorro.


Ruas alagadas na cidade de Kota Bharu, na Malásia, nesta terça-feira (25) (Foto: AFP)
Milhares deixam suas casas 

por causa de inundações na 

Malásia


Chuvas coincidiram com a maré alta e inundaram casas em três estados.
Enchentes fecharam estradas, e número de desabrigados crescia.


Inundações provocadas por chuvas torrenciais de monções na Malásia forçaram quase 14 mil pessoas a deixarem suas casas e buscarem abrigo em centros de socorro, informou a agência de notícias oficial Bernama nesta quarta-feira (26).
Pancadas de chuva que coincidiram com a maré alta inundaram centenas de casas em três estados do nordeste do país - Terengganu, Pahang e Kelantan - fazendo com que 13.746 pessoas se abrigassem em centros de evacuação, informou, em meio a previsões de mais chuva.
Bernama disse que a situação estava se deteriorando à medida que o número de desabrigados continuava a aumentar e informou que algumas das principais estradas em Pahang estavam fechadas depois que os rios transbordaram.
Muhammad Helmi Abdullah, diretor do departamento de meteorologia local, alertou que poderia haver mais chuva em Terengganu, Pahang e no estado de Johor, no sul do país, nos próximos dias.

'Esperamos de chuva intermitente a chuva forte em (algumas partes) dos estados', disse à AFP.
Muhammad Helmi disse que a temporada de monções no nordeste do país dura até março e que os estados afetados podem sofrer pelo menos mais três episódios de chuvas fortes.

China - Buraco misterioso aparece do nada.



Bombeiro guarda o buraco misterioso nesta quarta-feira (26) na cidade chinesa de Taiyuan (Foto: Reuters)



Buraco misterioso aparece 





em 





cruzamento em cidade 





chinesa



Rombo tem 6 metros de profundidade por 10 metros de diâmetro.
Bombeiros tentam diminuir risco de explosão em Taiyuan.


Um buraco gigante que apareceu em uma esquina está intrigando a população da cidade chinesa de Taiyuan, na província de Shanxi.
Ele tem cerca de 6 metros de profundidade e 10 metros de diâmetro.Três tubulações de gás e uma de água foram rompidas durante o colapso, e os bombeiros tentam minimizar o risco de explosão.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sinais? Anomalia detectada na Lua e nos Planetas do Sistema Solar


A ciência tecnológica humana e a bíblia...
Fábio Prestes Roberto
A ciência tecnológica humana e a bíblia confirmam os sinais de Deus.
A vida na terra tem um significado universal. No livro escrito aos Hebreus cap 01 Paulo deixa bem claro que Jesus veio a esse mundo para reinar sobre ele, bem como em todo o universo. Mas negaram-lhe esse direito na terra. Contudo, o universo o aceitou como Senhor. A terra passara juntamente com o mar, o sol a lua e as estrelas conforme as palavras do próprio Senhor Jesus,(Mateus 24) mas em outros planetas do universo,
(João cap 14 vc 01-03) ha moradas prontas para os escolhidos desse planeta quando essas coisas começarem a acontecer.
Veja em:
Os falsos mestres e seus templos de pedras
osegredodedeus.spaceblog.com.br
Revelação de Deus Anomalia detectada na Lua e nos Planetas do Sistema Solar. A Lua (do latim Lun...

Falsas profecias para o fim do mundo


Veja as principais profecias para o fim do mundo que falharam

A data 21/12/2012 é carregada de expectativa e uma certa tensão por conta de uma interpretação do calendário da civilização maia.
De acordo com este povo pré-colombiano, que tinha uma concepção cíclica do Cosmo, esta data encerraria o fim de uma era, iniciada em 1618. A interpretação do calendário maia tomou ares de profecia em que o fim do mundo foi proclamado.
Desde os tempos mais remotos, a humanidade prevê o fim do planeta. Teorias do apocalipse surgiram na esteira de diversas religiões e filosofias.
Muitas foram as análises religiosas, astrológicas e até científicas que tentaram encontrar o dia em que a humanidade presenciaria uma catástrofe.
Porém, todas as previsões do fim do mundo caíram por terra. Além de espalhar medo, desconfiança e ceticismo, tais profecias só provam quão antiga é a ansiedade do homem em relação ao futuro.
No vídeo, veja as principais profecias sobre o fim do mundo que, por sorte, não se concretizam.


Apesar da profecia maia, o mundo ainda não acabou.


Mundo continua em seu lugar, como ciência tinha dito, apesar da profecia maia



Se está lendo este texto significa uma coisa: o mundo não terminou no último dia 21. A suposta profecia do calendário maia foi uma "má interpretação" desde o princípio, segundo os cientistas da Nasa (agência espacial americana), que durante meses tentaram desmentir o rumor do fim do mundo.
A Nasa, que no último ano recebeu milhares de perguntas sobre se a nova era do calendário maia em 21 de dezembro de 2012 previa o fim do mundo, explica em um vídeo porque continuamos por aqui.

John Carlson, diretor do Centro para a arqueoastronomia explica que o calendário maia foi mal interpretado já que não se encontraram tábuas, ruínas ou artefatos maias que falem de um final destrutivo e a conexão do calendário maia com o fim do mundo "foi um erro desde o começo".
"O calendário maia não termina em 21 de dezembro de 2012 e não houve profecias maias que predissessem o fim do mundo nessa data", assegura Carlson, que estudou durante 35 anos esta profecia da qual escutou falar em um encontro científico nos anos 70.
O cientista explica que a teologia maia acredita que o mundo foi criado há 5125 anos, em uma data que corresponderia com o 11 de agosto de 3114 antes de Cristo.
Levando em conta que os maias mediam o tempo em 13 blocos chamados baktun compostos cada um por 144 mil dias cada era termina a cada 5125 anos, por isso que coincidindo com o 21 de dezembro de 2012 começaria um novo ciclo.
Definitivamente, o que passaram foram 13 baktuns, ou seja, como tinha dito a Nasa em seu site e em foros sociais, nada diferente do que quando alguém vira a página do calendário que tem pendurado na cozinha quando chega o dia 31 de dezembro.
A Nasa pôs à disposição do público um local em seu site intitulado "Beyond 2012: Why the World Won't End" (Além de 2012: Porque o mundo não terminará), no qual cientistas desmitificavam os rumores que um evento incomum acabaria com a Terra.
"Onde está a evidência científica?", se perguntavam os especialistas que alegavam que além de afirmações fictícias que serviram de base para realizar filmes, livros, documentários e foros na internet "não há nenhuma outra".
"Nosso planeta passou bem durante mais de 4.000 anos e cientistas confiáveis de todo o mundo não conhecem ameaça alguma associada com 2012", tinha afirmado a Nasa, embora os incrédulos acabaram recorrendo às mais altas instâncias.
No começo deste mês, o Governo americano teve que responder em seu blog EUA.gov para dissuadir os rumores e frear a ansiedade dos cidadãos, especialmente crianças, que inclusive tinham pensado em cometer suicídio perante o medo do dia do Juízo Final.
"Não haverá catástrofes, nem um meteorito acabará com a Terra, nem um planeta escondido que não tinha sido detectado até agora", assegurou o Governo, que garantiu que eram "falsos rumores", alimentados na internet.
"Muitos desses rumores indicam que o calendário maia termina em 2012 (não passará), um cometa que causa efeitos catastróficos (definitivamente não), um planeta oculto espreitando que choca conosco (não e não), e muitos outros", indicou o Governo.
A agência espacial também teve que lidar em 2003 com aqueles que asseguravam que um "misterioso planeta" iria colidir com o Terra e quando chegou 2004, os rumores se transferiram para 2012.
Portanto, apesar das profecias como a que um misterioso planeta bateria na Terra, o próprio calendário maia e outras mentiras - como que o eixo do planeta começará a girar de maneira inversa e isso será o fim -, o mundo continua em seu lugar, pelo menos por enquanto.
 
EFE - Agencia EFE - Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia EFE S/A.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

É Hoje? Chegou a data mais esperada de 2012. Mas...

21.12.2012: O fim do mundo não será hoje, diz o Senhor Deus Criador dos Céus e da Terra

Chegou a data mais esperada de 2012: o dia do "fim do mundo"

Espalhou-se a histeria do "fim do mundo" em 21.12.2012. Governos de diversos países foram obrigados a dar declarações sobre o fato e acalmar populações. Mas hoje é a hora da verdade.

Segundo a Bíblia Sagrada, o fim do mundo é certo, mas o Livro de Apocalipse informa: não será agora. Ainda não. Então não espere para hoje o fim do mundo. Mas aproveite e tire de tudo isso uma lição: somente a Bíblia Sagrada é o Livro que Deus preparou e autenticou com seu próprio sangue para o nosso ensino.

Só ela pode nos informar, preparar e livrar dos muitos eventos catastróficos que estão programados para acontecer. Esses eventos formam o "relógio de Deus", um conjunto de profecias anunciadas pelos profetas, por Jesus, pelos apóstolos e pelo Livro de Apocalipse, e que nos permitem discernir a que altura dos acontecimentos nos encontramos. E isso se faz de suma importância, principalmente para os crentes, nesse início do século 21. 

Entendê-los é um passo na direção de se encontrar o verdadeiro "Deus" e alcançar o livramento de todos os tormentos que estão sentenciados sobre a humanidade.

Todos os acontecimentos mundiais, desde o caos da natureza à corrupção moral humana, passando pelas guerras, pestes, terremotos e tsunamis, são sinal de que vivemos o "tempo do fim". Sem dúvida estamos muito próximos de eventos biblicamente importantes. Mas qual será, exatamente, a ordem cronológica desses acontecimentos?

Nós, das revistas Cultura Evangélica temos trabalhado -nos últimos cinco anos- para acalmar, esclarecer e ensinar o que Deus quer que realmente seja aprendido pelo ser humano.

O tema "fim do mundo"
O tema "fim do mundo" ganhou importância na virada do milênio, no ano 2000, pelas profecias (falsas) de Nostradamus. Desde então a boataria em torno do assunto vem crescendo, ainda mais que as mídias descobriram que o tema é uma grande fonte de lucro. Para não ficar na descrença total ou com os nervos à flor da pele, é importante saber exatamente o que Deus diz sobre o "fim do mundo". A Palavra de Deus é a palavra final sobre todos os assuntos de importância na nossa vida terrena. Desprezá-la é lançar fora o grande presente de Deus contido no Evangelho de Jesus Cristo. Por isso, devemos amá-la e respeitá-la, mesmo porque a Palavra de Deus se abrirá no dia do nosso julgamento e, através dela, seremos julgados. Dar crédito a ela e aceitar o plano divino de salvação para nossas vidas é a mais importante reflexão da vida humana, antes que o fim do mundo chegue, seja ele coletivo e para todos, seja individual e somente para nós. Afinal, a morte física é democrática e se faz presente em todos os dias da história humana. A solução é saber que somente Jesus nos livra da ira futura.1 Tessalonicenses 1:10
O que Deus diz sobre o "fim do mundo"
O fim do mundo é bíblico. O planeta Terra foi criado por Deus com o propósito de ser a escola em que Jesus Cristo veio ensinar o caminho da salvação e da vida eterna. Deus fez da Terra sua lavoura e está colhendo almas que com ele compartilharão o Reino dos Céus. Segundo o Evangelho, ser um cidadão celestial é o maior direito e a maior riqueza que Deus pode nos conceder através de Jesus Cristo.

Quando esses propósitos forem alcançados, o universo inteiro como o conhecemos perderá totalmente sua função e deixará de existir:
Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós povos, escutai; ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo, e tudo quanto produz.
Porque a indignação do SENHOR está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança.

E os seus mortos serão arremessados e dos seus cadáveres subirá o seu mau cheiro; e os montes se derreterão com o seu sangue.

E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira. - Isaías 34:1-4
O Livro com que Deus presenteou a Noiva de Cristo
O Livro de Apocalipse é um presente exclusivo de Deus à Igreja de Jesus Cristo(Ap. 1:1). Por esse motivo, a maioria das pessoas não consegue compreender a cronologia dos acontecimentos e sua importância para se determinar o momento em que vivemos dentro das profecias bíblicas. A ignorância em relação ao que a Bíblia Sagrada ensina é que gera todo tipo de especulações infundadas que ouvimos. E a humanidade, sem Cristo, deve aprender que todo aquele que fala sobre temas bíblicos sem ser discípulo de Jesus Cristo, está, na verdade, fazendo-se um falso profeta. Isso já aconteceu com muitos famosos, como Nostradamus. 

Como compreender a Bíblia Sagrada?
Muitos lêem a Bíblia, mas sem entender seu conteúdo, sua mensagem espiritual. O primeiro passo para que a Bíblia Sagrada e seus mistérios se abram para o ser humano é a conversão a Cristo(leia aqui). Jesus deixou claro que os mistérios bíblicos só podem ser revelados às suas "criancinhas", ou seja, aos crentes que nasceram pela novo da Palavra de Deus. Querer compreender a cronologia bíblica sem primeiro dobrar os joelhos a Jesus Cristo e receber sua Salvação, é como dar tiros no escuro.

Limitação do crente
Devemos considerar que nem tudo na Bíblia Sagrada, Deus quer nos revelar. Um dos segredos bíblicos mais bem guardados é o do dia do Arrebatamento da Igreja Noiva de Cristo, ou seja, o momento em que Cristo voltará, invisível, a buscar seus escolhidos. Para esse momento, os crentes devem estar de contínuo preparados. Essa espera, que já beira os dois mil anos, tem sido o ápice da fé na vida cristã. Os apóstolos já esperavam a volta de Cristo para buscar seu rebanho, contudo, Paulo faz menção de que muitos fatos ainda não haviam se cumprido para que a profecia ocorresse em seus dias. Entender a cronologia bíblica não é, necessariamente, saber datas em que fatos acontecerão, mas sim que os fatos descritos ali estão por vir, quer queira, quer não queira.
Desta forma, Deus se revela à sua igreja através da ocorrência de fatos e não por datas de eventos nesse ou naquele calendário. 

Os Propósitos de Deus
Os propósitos divinos não são a extinção da raça humana, mas sua salvação em relação e si mesmos, pois elegeram o que não é de valor algum - o materialismo - e reprovaram o grande amor de Deus que está em Jesus Cristo. 
A suma de tudo isso é: venha para Jesus Cristo agora, enquanto a Salvação ainda é de graça e pela Graça,  muito embora o comércio do Evangelho esteja escancarado. Mas, ainda assim, Jesus Cristo está salvando almas, embora seja obrigado a reprovar, naquele dia, aqueles que trabalharam comercializando seu Evangelho(E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. - 2 Pedro 2:1 e 3).

Eventos segundo a cronologia bíblica

Sempre ensinamos isso: Se o Arrebatamento da Noiva de Cristo fosse hoje, haveriam sete anos de tribulação sobre a terra, o chamado governo mundial do anticristo. Nesse período, o anticristo surgirá e alcançará o poder, a fama e a glória, subjugando a imensa maioria da população mundial ao seu carisma. Ao fim dos sete anos o mundo estará completamente devastado pelas guerras que o anticristo promoverá e estão descritas no Livro de Daniel. Quando Cristo voltar com sua Noiva, a Nova Jerusalém será vista flutuando sobre a Jerusalém terrestre. Jesus restaurará a natureza e, nesse tempo, a violência animal será removida, cumprindo-se a profecia de Isaías:
A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi.Isaías 11:7
O lobo e o cordeiro se apascentarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; e pó será a comida da serpente. Não farão mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR.Isaías 65:25
É o início do governo milenar de Cristo sobre a terra. Com ele, Jesus mostrará aos homens o que é ser governado pela Justiça de Deus e um tempo de paz e refrigério. Será um tempo de alívio para Israel e todos aqueles que escaparam da morte e da marca da besta durante a tribulação. Ao final dos mil anos, aí, bem, daí por diante o diabo e os rebeldes serão, juntos, lançados no lago de fogo. É o início das eternidades e o fim de todo o mal. Somente o Reino de Deus prevalecerá nos céus e não mais haverá o mundo físico como o conhecemos.

Escolha a vida eterna
Se o fim do mundo é uma realidade bíblica, entenda que todos os dias todos nós estamos entregues à morte. E, se o fim da vida física é uma realidade desde os primórdios da civilização e todos morremos segundo a carne, devemos saber que Jesus veio a nos dar a solução para a morte: a vida eterna. 
Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.João 5:24
Aceite o chamado, venha aos pés do Salvador e receba de graça o mais valioso presente de Deus:
E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.Apocalipse 22:17
A grande lição sobre o fim do mundo que Deus quer que seja entendida
A grande lição não vem de se conhecer quando será o fim do mundo, mas descobrir a solução que Deus preparou para escaparmos dele: o Evangelho da Salvação de Jesus Cristo.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça a Palavra de Deus. - Pr. Wagner Cipriano
Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes
 
 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Fim do mundo! Está preparado?

Norte-americano cria abrigos especiais para o fim do mundo

Paulo Seyfried está construindo 'bunkers' em North Salt Lake, Utah.
Clientes vão pagar até 65 mil dólares por cada abrigo.
 
Enquanto algumas pessoas acreditam no fim do mundo datado pelas profecias maias, outros se preparam para se tornar auto-suficiente contra ameaças como a guerra nuclear, desastres naturais, fome e colapso econômico. Pensando neste segundo grupo o norte-americano Paulo Seyfried está construindo abrigos em North Salt Lake, Utah.
Os 'bunkers' se assemelham a tubulações de esgoto, e já vem com armários para armazenar comida e água. O cliente que quiser um dos abrigos vai pagar entre U$ 52 mil e U$ 65 mil.

]Funcionários finalizam um dos abrigos em Utah (Foto: Jim Urquhart/Reuters)

Paul Seyfried posa para foto dentro de sua criação (Foto: Jim Urquhart/Reuters)
]Exterior do abrigo (Foto: Jim Urquhart/Reuters)
]
Bunkers enfileirados em North Salt Lake (Foto: Jim Urquhart/Reuters)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Preparados para o fim do mundo? Se não, use o "perfume de Cristo"

 

Bispa da 'Renascer em Cristo' lança perfume com cheiro de Jesus


 Bispa Sônia durante a Marcha para JesusQual será o cheiro de Jesus? Bom, a bispa Sônia Hernandez, fundadora da igreja evangélica Renascer em Cristo, parece saber. Ela lançou no último sábado (15) uma linha com perfume, creme hidratante e sabonete liquido. O kit “De bem com a vida” sai por R$ 79 e, segundo a filha da religiosa, “exala o bom cheiro de Cristo”.

De acordo com a bispa, os produtos demoraram alguns anos para chegar ao mercado brasileiro por conta das pesquisas e desenvolvimento das embalagens e foram testados pessoalmente por Sônia e a filha Fernanda.

A bispa disse que essa linha de produtos vem da benção da Ceia de Oficiais, que diz que sementes que você nem lembrava que havia semeado iriam frutificar.

O próximo passo é lançar a linha de perfumes para homens, que será o kit do Apóstolo Estevam, marido dela.

Linha de cosméticos que exalam perfume de Cristo (Foto: Divulgação)


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

À espera do fim do mundo? Será nesta sexta 21 de Dezembro?

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À espera do fim do mundo

Conheça brasileiros e estrangeiros que fazem estoque de água, comida e remédios, se mudaram para cidades consideradas seguras e protegem-se em bunkers para tentar escapar do apocalipse previsto para a próxima sexta-feira 21

João Loes, Mariana Brugger e Michel Alecrim
Isto é
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Assim como muitos moradores da cidade de Pirenópolis, no interior de Goiás, o empresário Hélio Teruo, 51 anos, tem uma imensa piscina de fibra de vidro em casa. O município, distante 140 quilômetros de Brasília, tem clima seco e quente como a capital federal, chamariz para um banho refrescante nas tardes de verão, quando o calor aperta. Na casa de Teruo, porém, ninguém ousa chegar perto do tanque particular. Aliás, a piscina nunca foi sequer enchida com água, pois foi adquirida para uma finalidade completamente diferente. “Comprei para usar como uma caçamba flutuante”, explica o dono da casa, um paulistano de fala rápida e ansiosa que se mudou para Pirenópolis em julho, deixando para trás uma empresa de arquitetura e construção de prédios comerciais de alto padrão na região da avenida Paulista, casa e dois de seus três carros. “Quando o tsunami chegar, meu estoque de comida estará seco e salvo dentro dela, entendeu?” Como milhares de pessoas espalhadas pelo planeta, Hélio Teruo é um dos que acreditam e se preparam para encarar o fim do mundo na próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2012. “Meu objetivo é sobreviver”, diz, em tom grave.
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ENIGMA
Placas com alusão ao fim dos tempos apareceram espalhadas por
Alto Paraíso (GO), reduto de quem acredita que o apocalipse é no dia 21
Para isso, Teruo vem estocando comida, água e remédios há mais de seis meses. Arroz, milho e feijão, farinha de mandioca, amendoim e frutas secas, além de ervilhas, cenouras e salsichas em conserva começaram a ser adquiridos em grandes quantidades por ele e a mulher, Luzia, quando o casal ainda morava em São Paulo. Curativos, material de primeiros socorros e até anestésicos para procedimentos cirúrgicos também foram acumulados, bem como litros e litros de água potável. A ideia é que, com o estoque, ambos sobrevivam pelo menos dois anos sem precisar sair de dentro de casa. “Também compramos coletes salva-vidas e muita roupa de frio”, diz o empresário. Os coletes, explica, são para que ele e a mulher consigam flutuar caso as águas do tsunami de 1,5 mil metros de altura que eles esperam para o dia 21 cheguem a Pirenópolis. Já as roupas pesadas aplacarão o frio que pode gelar a cidade, caso haja uma alteração no eixo de rotação da Terra, também previsto para o dia 21. Com a mudança, até Pirenópolis, tida por Teruo como local seguro para se estar no dia do fim, pode acabar onde hoje está o Polo Norte.
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PREPARADOS
Hélio Teruo e a mulher Luzia esperam um tsunami na próxima sexta-feira
e têm estocado comida, remédios e água em Pirenópolis (GO)
O empresário paulista e sua mulher não estão sozinhos em seus preparativos para o fim do mundo iminente. Mobilizadas por profetas e municiadas por informações truncadas, milhares de pessoas estão neste exato momento acertando os últimos detalhes de seus estoques de comida, seus kits de sobrevivência e seus bunkers subterrâneos para encarar os últimos dias do planeta Terra, marcado por um entendimento questionável do fim do calendário maia para 21 de dezembro de 2012. Conhecidos como “preppers” – um neologismo criado nos Estados Unidos a partir da palavra “prepare”, que significa preparar ou planejar em inglês – esses indivíduos conversam entre si em encontros e redes sociais, compartilham técnicas de sobrevivência e alimentam a paranoia apocalíptica que tomou o mundo nos últimos meses.
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GURU
O místico professor Hirota que atendia em Atibaia (SP) mudou-se para
Pirenópolis (GO) em julho para se salvar: ele acredita que 80% da Terra será destruída
No Brasil, as pessoas que se preparam para o dia 21 de dezembro estão quase sempre vinculadas às profecias de algumas lideranças místicas. A mais forte delas, atualmente, é a do japonês radicado no Brasil Masuteru Hirota, também conhecido como Professor Hirota. Hoje com 70 anos, ele fez fama como curandeiro em Atibaia, no interior de São Paulo, e ganhou o Brasil e o mundo – já foi tema de documentários na Alemanha e na França – nos últimos meses com estrambólicas previsões do fim dos tempos. Com base em interpretações duvidosas do suposto fim do calendário maia, ele cravou que 80% da terra habitável do planeta seria destruída em 21 de dezembro de 2012 por um tsunami que matará nada menos do que seis bilhões de pessoas. Como todo bom guru, Hirota deu o mapa da salvação. Quem quiser viver, disse ele, deve se mudar para as cidades de Alto Paraíso ou Pirenópolis, ambas em Goiás, estocar comida e remédios para dois anos e esperar o fim de colete salva-vidas.
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ONDA GIGANTE
Discípulos de Hirota, Daisy Simionato e o marido, Enílson Gonzales, esperam
um tsunami e estarão de coletes salva-vidas no dia 21 para não se afogarem
Foi o suficiente para que um grande número de pessoas, o maior e mais representativo do País quando o assunto é fim do mundo, largasse suas vidas estabelecidas em suas cidades e rumasse para essas localidades. Teruo, por exemplo, é um dos discípulos de Hirota que seguiram para Pirenópolis junto com o guru japonês, numa caravana que partiu do interior de São Paulo no meio do ano. Outra foi Daisy Maria Simionato, 42 anos, que foi para o Planalto Central com o marido, Enílson Gonzales, 53, e o filho, Murilo Gonzales, 14. Natural de Itu, a família se tratava com o professor em Atibaia e, nas palestras, se convenceu de que o fim do mundo estava próximo. Os preparativos começaram ainda na cidade natal, com a compra de um gerador de energia e remédios, e continuaram em Pirenópolis, com a estocagem de arroz, feijão, açúcar e outros mantimentos pouco perecíveis. “Até o dia 19, vamos estar com tudo pronto, só vão faltar os 200 litros de combustível para fazer o gerador rodar quando não tivermos mais força”, diz Daisy. Isso ela vai deixar para comprar na véspera do fim do mundo, na quinta-feira que vem.
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OFICIAL
Prefeito de São Francisco de Paula (RS), Décio Colla acredita no fim no dia 21.
Ele alertou sua cidade e estoca comida e água há meses. A oposição tentou interditá-lo
Em Alto Paraíso, casos como o de Daisy e Teruo se multiplicam a ponto de afetar a economia e a rede de abastecimento da cidade. Como reduto de místicos e alternativos há décadas, a cidade, que fica a 1,2 mil metros de altitude e está assentada sobre o que muitos garantem ser o pedaço de pedra mais estável e antigo do planeta, viu os novos apocalípticos se somarem ao volumoso fluxo de turistas e visitantes que já frequentam a localidade no fim de ano. “É tanta gente nova por aqui que já não reconheço mais os rostos das pessoas que vejo na rua”, diz o corretor Nilton Kalunga, dono da Kalunga Imóveis e morador há mais de 20 anos. Neste ano, ele viu suas vendas aumentar em 110% quando comparadas às de 2011 graças ao “efeito fim do mundo”. “Vendi muita casa para o grupo do Hirota”, diz ele – ao todo 20 residências, incluindo também locações. Até sua mulher, a paulistana Maria Helena Brandão, 56 anos, entrou na dança do apocalipse.
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DEDICADOS
O casal texano Paul Range e Gloria Haswell (acima) passa 50 horas
semanais se preparando para o apocalipse.  Eles vivem em um bunker,
têm 23 toneladas de comida e 150 mil litros de água estocados (abaixo)
e contam com quatro fontes de energia renováveis à disposição
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Segundo ela, desde que a cidade começou a encher de “preppers” e as prateleiras dos supermercados começaram a se esvaziar e água e combustível a faltar, o fim no dia 21 de dezembro deixou de parecer delírio dos outros para se tornar algo concreto. Tanto que Maria Helena passou a plantar e estocar os alimentos que a família consome, temendo a quebra nas safras e o desabastecimento depois da tragédia que se anuncia. “Cheguei aqui em 1999, temendo o apocalipse para a virada do ano 2000”, diz. “Não aconteceu, mas agora, com essa invasão na cidade, estou assustada de novo.” E põe invasão nisso. De acordo com a Secretaria de Turismo de Alto Paraíso, até a abertura oficial da temporada de fim de ano, que costuma acontecer no dia 26 de dezembro, teve de ser antecipada este ano para o dia 18, antes do suposto fim do mundo, tamanho o volume de visitantes e novos moradores. “Costumamos receber sete mil turistas nessa época”, diz Fernanda Inês Montes, secretária da pasta na cidade. Neste ano eles esperam entre 10 mil e 15 mil. “Muitos chegam bastante assustados, com medo do que pode acontecer”, diz Lucrécia Lopes, moradora há 15 anos.
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O medo e a ansiedade são a grande força motriz dos apocalípticos. Para eles, ainda que a Nasa – agência espacial norte americana – tenha vindo a público desmentir as teorias de fim dos tempos e até o Vaticano tenha emitido um comunicado oficial afirmando, categoricamente, que o mundo não acaba na próxima sexta-feira, a simples possibilidade, embora remotíssima, do fim é mais forte e atropela qualquer lampejo de racionalidade. “O medo é uma emoção de defesa do indivíduo”, diz Rosana Dório Bohrer, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Psicologia nas Emergências e Desastres (Abrapede). “E o temor da morte é difícil de ser superado.” É ele que se manifesta, como desdobramento da ansiedade, com grande intensidade nesses momentos. E resgatar profecias antigas é uma forma de lidar com essas ansiedades da vida moderna. “É uma maneira de projetar um fim para que haja um recomeço”, afirma a antropóloga Clara Mafra, coordenadora do programa de pós-graduação em ciências sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
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Fatores distintos, como as superproduções hollywoodianas sobre o tema e a crise econômica europeia, por exemplo, também retroalimentam essa possibilidade de que o mundo acabe a qualquer momento. “Não existe um fator pessoal, essa é uma questão das massas”, afirma o professor Marcus Vinicius de Oliveira, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em psicologia de desastres e emergências. “Antes, a insegurança era pré-estabelecida, determinada pelo panorama da Guerra Fria. Agora, com a crise do capitalismo global, há uma sensação generalizada de insegurança.” Diante da ausência de sinais asseguradores, de alguém que possa dar tranquilidade e falar que o mundo está bem, as pessoas ficam inseguras. Sendo assim, acreditar em um fim do mundo no próximo dia 21 é uma das poucas certezas que algumas pessoas podem ter, diz o professor. “Parece contraditório, mas essa convicção, esse temor e expectativa aliviam um pouco.”
Entre os “preppers” não é incomum ouvir os que falam do apocalipse como uma oportunidade de limpar a corrupção e os valores frouxos da Terra. Os americanos Paul Range e Gloria Haswell, por exemplo, não chegam a tratar o fim dos tempos como uma chance de eliminar os maus elementos da terra, mas, se for preciso, estão dispostos a participar da reconstrução da civilização pós-apocalipse em moldes diferentes dos que se tem hoje. Para isso, eles passam cerca de 50 horas semanais estocando comida, treinando para sobreviver em ambientes hostis e aprimorando o bunker que construíram usando nove contêineres à prova de bala no interior do Texas. O objetivo é estarem prontos para receber e proteger 22 pessoas escolhidas a dedo e com elas recomeçar depois da tragédia do dia 21. “Esperamos algo como uma inversão de polos seguida de uma sequên­cia de terremotos terríveis”, disse Range ao canal de televisão paga National Geographic, que o descobriu no deserto texano. Com as 23 toneladas de comida que ele e a mulher estocaram, os 150 mil litros de água em um tanque sob a terra que eles guardaram e as quatro fontes de energia renovável que já funcionam em seu complexo, suas chances são, provavelmente, maiores do que as de qualquer outro apocalíptico no mundo.
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Mas, se houver alguém mais bem preparado que eles é quase certo que essa pessoa também esteja nos Estados Unidos. Lá, ser um “prepper” é coisa séria e, de tão comum, tem quem ofereça opções mais acessíveis aos que querem sobreviver ao apocalipse, mas não podem investir pesadamente em um bunker e em mantimentos como Paul e Gloria. Na Survival Condo, por exemplo, por ­US$ 1­,5­ milhão, compra-se metade de um andar de um antigo silo de mísseis desativado totalmente reformado e transformado em um pequeno apartamento com dois quartos, dois banheiros, uma sala e uma cozinha. “Cada silo tem oito andares, já vendemos um inteiro, estamos reformando um segundo e já compramos um terceiro”, diz Robert Brown, porta-voz da empresa. Opções mais em conta podem ser encontradas na Terravivos, onde lugares, e não apartamentos, estão à venda. A partir de US$ 50 mil, garante-se um assento em um dos três bunkers ainda com vagas – o primeiro, no Estado de Indiana, já está esgotado. No Brasil, a Bunker Brasil, empresa de bunkers que acomodam até 12 pessoas e custam entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão, diz ter vendido três bunkers para clientes temerosos.
Em último caso, para quem só puder investir tempo e esforço próprios no projeto de sobrevivência pós-apocalipse, há cursos de preparo pessoal para encarar longas caminhadas, encontrar comida em meio aos escombros das cidades e se tratar com ervas medicinais. Esse foi o plano adotado pela também americana Megan Hurwitt, moradora de um pequeno apartamento em Houston, no Texas, que resolveu correr quatro horas por dia, seis vezes por semana, para ter bom condicionamento físico e assim conseguir carregar os poucos suprimentos que tem em estoque nas costas. “Já me chamaram de louca”, disse ela, também ao National Geographic. “Mas quando o mundo acabar, eu vou saber me virar enquanto os outros, que estarão soltos na rua, passarão fome.” Assim como Megan, o prefeito de São Francisco de Paula (RS), Décio Colla (PT-RS), também tem tido sua sanidade mental colocada em dúvida. Durante este ano, ele veio a público, em mais de uma ocasião, alertar a população para uma possível alteração na atividade solar prevista para o dia 21. “Há risco de tsunamis gigantescos”, diz, fazendo eco a outras muitas previsões que se misturaram e passaram a se associar à fatídica sexta-feira 21 de dezembro de 2012. O comentário lhe rendeu um pedido de interdição por parte de Assis Tadeu Barbosa Velho (PSDB-RS), vereador da cidade.
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Trata-se de um grande mercado que se abriu em torno do apocalipse maia e se alimenta do medo do fim dos tempos. Não há números consolidados sobre ele, mas é fato que existe. Numa cidadezinha no sudoeste da França chamada Buga­rach fala-se em alienígenas que sairão de uma montanha da região no primeiro segundo do dia 21 de dezembro para resgatar quem estiver por lá. A diária de uma casa camponesa na cidade está em 1,2 mil euros (R$ 3,3 mil). No fogo cruzado de oportunistas e charlatões estão as pessoas comuns, assustadas e ansiosas com a vida moderna e mais do que propensas a cair nos golpes que se armam em tempos como este. Que fique claro: os especialistas mais respeitados do planeta não cansam de repetir que não há nada de concreto, absolutamente nada, que sugira que o mundo acabará no próximo dia 21. Mas entre resistir ao bombardeio de profecias apocalípticas e aceitar que o dia 22 será pouco diferente de todos os outros dias do ano ou ceder a ele e apostar na possibilidade de um futuro próximo como o que se vê no cinema, repleto de explosões, invasões alienígenas, ondas gigantes e gurus redentores, muitos parecem preferir a novidade.
A teoria científica
Para a ciência, o mundo tem data para acabar. Afinal, somos um planeta como qualquer outro e temos uma estrela – o Sol – da qual dependemos para sobreviver. Toda estrela tem um ciclo de vida. O Sol, por exemplo, nasceu há cerca de 4,6 bilhões de anos e deve morrer, ou pelo menos deixar de existir como o conhecemos atualmente, daqui a cerca de cinco bilhões de anos. Perto dessa data, ele passará a brilhar como uma gigante vermelha, quando seu tamanho aumentará o suficiente para engolir a Terra por completo e sua cor mudará do amarelo que conhecemos para o vermelho. Será o fim do mundo. Até lá, porém, a raça humana já estará extinta, pelo menos na superfície terrestre, há pelo menos quatro bilhões de anos. Estima-se que daqui a cerca de um bilhão de anos, o Sol terá aumentado sua temperatura o suficiente para evaporar toda a água líquida da Terra, o que tornará a vida no planeta inviável ssim como muitos moradores da cidade de Pirenópolis, no interior de Goiás, o empresário Hélio Teruo, 51 anos, tem uma imensa piscina de fibra de vidro em casa. O município, distante 140 quilômetros de Brasília, tem clima seco e quente como a capital federal, chamariz para um banho refrescante nas tardes de verão, quando o calor aperta. Na casa de Teruo, porém, ninguém ousa chegar perto do tanque particular. Aliás, a piscina nunca foi sequer enchida com água, pois foi adquirida para uma finalidade completamente diferente. “Comprei para usar como uma caçamba flutuante”, explica o dono da casa, um paulistano de fala rápida e ansiosa que se mudou para Pirenópolis em julho, deixando para trás uma empresa de arquitetura e construção de prédios comerciais de alto padrão na região da avenida Paulista, casa e dois de seus três carros. “Quando o tsunami chegar, meu estoque de comida estará seco e salvo dentro dela, entendeu?” Como milhares de pessoas espalhadas pelo planeta, Hélio Teruo é um dos que acreditam e se preparam para encarar o fim do mundo na próxima sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2012. “Meu objetivo é sobreviver”, diz, em tom grave.
Para isso, Teruo vem estocando comida, água e remédios há mais de seis meses. Arroz, milho e feijão, farinha de mandioca, amendoim e frutas secas, além de ervilhas, cenouras e salsichas em conserva começaram a ser adquiridos em grandes quantidades por ele e a mulher, Luzia, quando o casal ainda morava em São Paulo. Curativos, material de primeiros socorros e até anestésicos para procedimentos cirúrgicos também foram acumulados, bem como litros e litros de água potável. A ideia é que, com o estoque, ambos sobrevivam pelo menos dois anos sem precisar sair de dentro de casa. “Também compramos coletes salva-vidas e muita roupa de frio”, diz o empresário. Os coletes, explica, são para que ele e a mulher consigam flutuar caso as águas do tsunami de 1,5 mil metros de altura que eles esperam para o dia 21 cheguem a Pirenópolis. Já as roupas pesadas aplacarão o frio que pode gelar a cidade, caso haja uma alteração no eixo de rotação da Terra, também previsto para o dia 21. Com a mudança, até Pirenópolis, tida por Teruo como local seguro para se estar no dia do fim, pode acabar onde hoje está o Polo Norte.
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O empresário paulista e sua mulher não estão sozinhos em seus preparativos para o fim do mundo iminente. Mobilizadas por profetas e municiadas por informações truncadas, milhares de pessoas estão neste exato momento acertando os últimos detalhes de seus estoques de comida, seus kits de sobrevivência e seus bunkers subterrâneos para encarar os últimos dias do planeta Terra, marcado por um entendimento questionável do fim do calendário maia para 21 de dezembro de 2012. Conhecidos como “preppers” – um neologismo criado nos Estados Unidos a partir da palavra “prepare”, que significa preparar ou planejar em inglês – esses indivíduos conversam entre si em encontros e redes sociais, compartilham técnicas de sobrevivência e alimentam a paranoia apocalíptica que tomou o mundo nos últimos meses.
No Brasil, as pessoas que se preparam para o dia 21 de dezembro estão quase sempre vinculadas às profecias de algumas lideranças místicas. A mais forte delas, atualmente, é a do japonês radicado no Brasil Masuteru Hirota, também conhecido como Professor Hirota. Hoje com 70 anos, ele fez fama como curandeiro em Atibaia, no interior de São Paulo, e ganhou o Brasil e o mundo – já foi tema de documentários na Alemanha e na França – nos últimos meses com estrambólicas previsões do fim dos tempos. Com base em interpretações duvidosas do suposto fim do calendário maia, ele cravou que 80% da terra habitável do planeta seria destruída em 21 de dezembro de 2012 por um tsunami que matará nada menos do que seis bilhões de pessoas. Como todo bom guru, Hirota deu o mapa da salvação. Quem quiser viver, disse ele, deve se mudar para as cidades de Alto Paraíso ou Pirenópolis, ambas em Goiás, estocar comida e remédios para dois anos e esperar o fim de colete salva-vidas.
Foi o suficiente para que um grande número de pessoas, o maior e mais representativo do País quando o assunto é fim do mundo, largasse suas vidas estabelecidas em suas cidades e rumasse para essas localidades. Teruo, por exemplo, é um dos discípulos de Hirota que seguiram para Pirenópolis junto com o guru japonês, numa caravana que partiu do interior de São Paulo no meio do ano. Outra foi Daisy Maria Simionato, 42 anos, que foi para o Planalto Central com o marido, Enílson Gonzales, 53, e o filho, Murilo Gonzales, 14. Natural de Itu, a família se tratava com o professor em Atibaia e, nas palestras, se convenceu de que o fim do mundo estava próximo. Os preparativos começaram ainda na cidade natal, com a compra de um gerador de energia e remédios, e continuaram em Pirenópolis, com a estocagem de arroz, feijão, açúcar e outros mantimentos pouco perecíveis. “Até o dia 19, vamos estar com tudo pronto, só vão faltar os 200 litros de combustível para fazer o gerador rodar quando não tivermos mais força”, diz Daisy. Isso ela vai deixar para comprar na véspera do fim do mundo, na quinta-feira que vem.
Em Alto Paraíso, casos como o de Daisy e Teruo se multiplicam a ponto de afetar a economia e a rede de abastecimento da cidade. Como reduto de místicos e alternativos há décadas, a cidade, que fica a 1,2 mil metros de altitude e está assentada sobre o que muitos garantem ser o pedaço de pedra mais estável e antigo do planeta, viu os novos apocalípticos se somarem ao volumoso fluxo de turistas e visitantes que já frequentam a localidade no fim de ano. “É tanta gente nova por aqui que já não reconheço mais os rostos das pessoas que vejo na rua”, diz o corretor Nilton Kalunga, dono da Kalunga Imóveis e morador há mais de 20 anos. Neste ano, ele viu suas vendas aumentar em 110% quando comparadas às de 2011 graças ao “efeito fim do mundo”. “Vendi muita casa para o grupo do Hirota”, diz ele – ao todo 20 residências, incluindo também locações. Até sua mulher, a paulistana Maria Helena Brandão, 56 anos, entrou na dança do apocalipse.
Segundo ela, desde que a cidade começou a encher de “preppers” e as prateleiras dos supermercados começaram a se esvaziar e água e combustível a faltar, o fim no dia 21 de dezembro deixou de parecer delírio dos outros para se tornar algo concreto. Tanto que Maria Helena passou a plantar e estocar os alimentos que a família consome, temendo a quebra nas safras e o desabastecimento depois da tragédia que se anuncia. “Cheguei aqui em 1999, temendo o apocalipse para a virada do ano 2000”, diz. “Não aconteceu, mas agora, com essa invasão na cidade, estou assustada de novo.” E põe invasão nisso. De acordo com a Secretaria de Turismo de Alto Paraíso, até a abertura oficial da temporada de fim de ano, que costuma acontecer no dia 26 de dezembro, teve de ser antecipada este ano para o dia 18, antes do suposto fim do mundo, tamanho o volume de visitantes e novos moradores. “Costumamos receber sete mil turistas nessa época”, diz Fernanda Inês Montes, secretária da pasta na cidade. Neste ano eles esperam entre 10 mil e 15 mil. “Muitos chegam bastante assustados, com medo do que pode acontecer”, diz Lucrécia Lopes, moradora há 15 anos.
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TREINAMENTO
A americana Megan Hurwitt, 25 anos, corre quatro horas por dia, seis dias
por semana de mochila para ter o condicionamento físico de um militar
O medo e a ansiedade são a grande força motriz dos apocalípticos. Para eles, ainda que a Nasa – agência espacial norte americana – tenha vindo a público desmentir as teorias de fim dos tempos e até o Vaticano tenha emitido um comunicado oficial afirmando, categoricamente, que o mundo não acaba na próxima sexta-feira, a simples possibilidade, embora remotíssima, do fim é mais forte e atropela qualquer lampejo de racionalidade. “O medo é uma emoção de defesa do indivíduo”, diz Rosana Dório Bohrer, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de Psicologia nas Emergências e Desastres (Abrapede). “E o temor da morte é difícil de ser superado.” É ele que se manifesta, como desdobramento da ansiedade, com grande intensidade nesses momentos. E resgatar profecias antigas é uma forma de lidar com essas ansiedades da vida moderna. “É uma maneira de projetar um fim para que haja um recomeço”, afirma a antropóloga Clara Mafra, coordenadora do programa de pós-graduação em ciências sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Fatores distintos, como as superproduções hollywoodianas sobre o tema e a crise econômica europeia, por exemplo, também retroalimentam essa possibilidade de que o mundo acabe a qualquer momento. “Não existe um fator pessoal, essa é uma questão das massas”, afirma o professor Marcus Vinicius de Oliveira, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em psicologia de desastres e emergências. “Antes, a insegurança era pré-estabelecida, determinada pelo panorama da Guerra Fria. Agora, com a crise do capitalismo global, há uma sensação generalizada de insegurança.” Diante da ausência de sinais asseguradores, de alguém que possa dar tranquilidade e falar que o mundo está bem, as pessoas ficam inseguras. Sendo assim, acreditar em um fim do mundo no próximo dia 21 é uma das poucas certezas que algumas pessoas podem ter, diz o professor. “Parece contraditório, mas essa convicção, esse temor e expectativa aliviam um pouco.”
Entre os “preppers” não é incomum ouvir os que falam do apocalipse como uma oportunidade de limpar a corrupção e os valores frouxos da Terra. Os americanos Paul Range e Gloria Haswell, por exemplo, não chegam a tratar o fim dos tempos como uma chance de eliminar os maus elementos da terra, mas, se for preciso, estão dispostos a participar da reconstrução da civilização pós-apocalipse em moldes diferentes dos que se tem hoje. Para isso, eles passam cerca de 50 horas semanais estocando comida, treinando para sobreviver em ambientes hostis e aprimorando o bunker que construíram usando nove contêineres à prova de bala no interior do Texas. O objetivo é estarem prontos para receber e proteger 22 pessoas escolhidas a dedo e com elas recomeçar depois da tragédia do dia 21. “Esperamos algo como uma inversão de polos seguida de uma sequên­cia de terremotos terríveis”, disse Range ao canal de televisão paga National Geographic, que o descobriu no deserto texano. Com as 23 toneladas de comida que ele e a mulher estocaram, os 150 mil litros de água em um tanque sob a terra que eles guardaram e as quatro fontes de energia renovável que já funcionam em seu complexo, suas chances são, provavelmente, maiores do que as de qualquer outro apocalíptico no mundo.
Mas, se houver alguém mais bem preparado que eles é quase certo que essa pessoa também esteja nos Estados Unidos. Lá, ser um “prepper” é coisa séria e, de tão comum, tem quem ofereça opções mais acessíveis aos que querem sobreviver ao apocalipse, mas não podem investir pesadamente em um bunker e em mantimentos como Paul e Gloria. Na Survival Condo, por exemplo, por ­US$ 1­,5­ milhão, compra-se metade de um andar de um antigo silo de mísseis desativado totalmente reformado e transformado em um pequeno apartamento com dois quartos, dois banheiros, uma sala e uma cozinha. “Cada silo tem oito andares, já vendemos um inteiro, estamos reformando um segundo e já compramos um terceiro”, diz Robert Brown, porta-voz da empresa. Opções mais em conta podem ser encontradas na Terravivos, onde lugares, e não apartamentos, estão à venda. A partir de US$ 50 mil, garante-se um assento em um dos três bunkers ainda com vagas – o primeiro, no Estado de Indiana, já está esgotado. No Brasil, a Bunker Brasil, empresa de bunkers que acomodam até 12 pessoas e custam entre R$ 800 mil a R$ 1 milhão, diz ter vendido três bunkers para clientes temerosos.
Em último caso, para quem só puder investir tempo e esforço próprios no projeto de sobrevivência pós-apocalipse, há cursos de preparo pessoal para encarar longas caminhadas, encontrar comida em meio aos escombros das cidades e se tratar com ervas medicinais. Esse foi o plano adotado pela também americana Megan Hurwitt, moradora de um pequeno apartamento em Houston, no Texas, que resolveu correr quatro horas por dia, seis vezes por semana, para ter bom condicionamento físico e assim conseguir carregar os poucos suprimentos que tem em estoque nas costas. “Já me chamaram de louca”, disse ela, também ao National Geographic. “Mas quando o mundo acabar, eu vou saber me virar enquanto os outros, que estarão soltos na rua, passarão fome.” Assim como Megan, o prefeito de São Francisco de Paula (RS), Décio Colla (PT-RS), também tem tido sua sanidade mental colocada em dúvida. Durante este ano, ele veio a público, em mais de uma ocasião, alertar a população para uma possível alteração na atividade solar prevista para o dia 21. “Há risco de tsunamis gigantescos”, diz, fazendo eco a outras muitas previsões que se misturaram e passaram a se associar à fatídica sexta-feira 21 de dezembro de 2012. O comentário lhe rendeu um pedido de interdição por parte de Assis Tadeu Barbosa Velho (PSDB-RS), vereador da cidade.
Trata-se de um grande mercado que se abriu em torno do apocalipse maia e se alimenta do medo do fim dos tempos. Não há números consolidados sobre ele, mas é fato que existe. Numa cidadezinha no sudoeste da França chamada Buga­rach fala-se em alienígenas que sairão de uma montanha da região no primeiro segundo do dia 21 de dezembro para resgatar quem estiver por lá. A diária de uma casa camponesa na cidade está em 1,2 mil euros (R$ 3,3 mil). No fogo cruzado de oportunistas e charlatões estão as pessoas comuns, assustadas e ansiosas com a vida moderna e mais do que propensas a cair nos golpes que se armam em tempos como este. Que fique claro: os especialistas mais respeitados do planeta não cansam de repetir que não há nada de concreto, absolutamente nada, que sugira que o mundo acabará no próximo dia 21. Mas entre resistir ao bombardeio de profecias apocalípticas e aceitar que o dia 22 será pouco diferente de todos os outros dias do ano ou ceder a ele e apostar na possibilidade de um futuro próximo como o que se vê no cinema, repleto de explosões, invasões alienígenas, ondas gigantes e gurus redentores, muitos parecem preferir a novidade.
Fotos: Ho New/Reuters; Adriano Machado/Ag. Istoé; Divulgação; Adriano Machado/Ag. Istoé; Marcos Nagelstein; Divulgação; National Geographic Channel/ Sharp Entertainment; Sharp Entertainment/ Corey Wascinski;National Geographic Channel/Sharp Entertainment