sexta-feira, 19 de julho de 2013

As Profecias Raul Seixas


As Profecias Raul Seixas 

 Tem dias que a gente se sente Um pouco, talvez, menos gente Um dia daqueles sem graça De chuva cair na vidraça Um dia qualquer sem pensar Sentindo o futuro no ar O ar, carregado sutil Um dia de maio ou abril Sem qualquer amigo do lado Sozinho em silêncio calado Com uma pergunta na alma Por que nessa tarde tão calma O tempo parece parado? Está em qualquer profecia Dos sábios que viram o futuro, Dos loucos que escrevem no muro. Das teias do sonho remoto Estouro, explosão, maremoto. A chama da guerra acesa, A fome sentada na mesa. O copo com álcool no bar, O anjo surgindo no mar. Os selos de fogo, o eclipse, Os símbolos do apocalipse. Os séculos de Nostradamus, A fuga geral dos ciganos. Está em qualquer profecia Que o mundo se acaba um dia. Um gosto azedo na boca, A moça que sonha, a louca. O homem que quer mas se esquece, O mundo dá ou do desce. Está em qualquer profecia Que o mundo se acaba um dia. Sem fogo, sem sangue, sem ás O mundo dos nossos ancestrais. Acaba sem guerra mortais Sem glorias de Mártir ferido Sem um estrondo, mas com um gemido. Os selos de fogo, o eclipse Os símbolo do apocalipse A fuga geral do ciganos Os séculos de Nostradamus. Está em qualquer profecia Que o mundo se acaba um dia (3x) Um dia... Sim, sim, sim...

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