segunda-feira, 28 de maio de 2012

Terremotos no Norte da Argentina e na Itália. E Mais de 4.100 terremotos são registrados por dia no mundo.

Em fevereiro de 2010 um terremoto de 8,8 graus abalou o Chile e deixou 711 mortos
Terremoto de 6,7 graus atinge Norte da Argentina
Um terremoto de 6,7 graus na escala Richter atingiu na madrugada desta segunda-feira (28), a região Norte da Argentina. Atualmente, ainda não há registro sobre vítimas e prejuízos materiais.
Segundo dados da Administração da Exploração Geológica dos Estados Unidos, o sismo ocorreu às 2h07, horário do local (13h07, horário de Beijing). O epicentro foi a cerca de 116 quilômetros a sudeste da província de Santiago del Estero, com profundidade de 588 quilômetros.
A província de Santiago del Estero tem alta incidência de terremotos. Em 5 de março deste ano já havia sido atingida por um sismo de 6,1 graus, com 550 quilômetros de profundidade. O incidente não deixou mortos ou feridos.
Tradução: Xie Haitian Revisão: Camila Olivo
http://portuguese.cri.cn/561/2012/05/28/1s151714.htm
 
Novo tremor atinge a Itália
Um novo tremor de 4,0 graus na escala Ritcher abalou o norte da Itália ontem. Esse último está sendo considerado um dos mais fortes de uma série de eventos que atingiram a região. Há uma semana, um tremor, de grau 6,0, matou sete pessoas e deixou milhares de desabrigados no país.

A Autoridade de Proteção Civil informou que o mais recente tremor atingiu área perto de Módena. As autoridades locais ainda estão avaliando os danos.

Abalos menores têm atingido a região nos últimos dias, o que provoca medo e impede as pessoas de voltarem para as casas.

Drama

A situação de milhares de pessoas que perderam suas casas no primeiro tremor, na semana passada, ainda é critica, estão todos alojadas em tendas e acomodações bem improvisadas.

O primeiro terremoto dessa serie destruiu edifícios, fábricas e igrejas e até castelos históricos. O governo do premiê Mario Monti declarou estado de emergência e prometeu um socorro de cinquenta milhões de euros.

O governo italiano decretou estado de emergência na região nordeste do país. O estado de emergência foi aprovado pelo Conselho de Ministros para as regiões de Módena e Ferrara, terá 60 dias de duração e permitirá acelerar os trâmites administrativos para a ajuda aos atingidos.

Emergência

O governo italiano está avaliando as consequências econômicas dos terremotos sobre a próspera indústria agropecuária da região, entre as mais desenvolvidas da Europa. "Os danos às empresas não são inferiores a várias centenas de milhares de euros", disse em uma nota a Confederação Italiana de Indústrias.

Segundo a entidade, 200 empresas foram gravemente afetadas e pelo menos dois mil funcionários ficarão sem trabalho.
http://www.jornalfloripa.com.br/mundo/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=17520
 

Mais de 4.100 terremotos são registrados por dia no mundo
Todo ano, pelo menos 1,5 milhão de sismos acima de 2 graus na escala Richter são registrados

Somente no fim de semana passado, terremotos sacudiram casas e moradores em três partes distintas do planeta, deixando não apenas rastro de destruição, mas de medo. O pânico que se seguiu às ocorrências no nordeste da Itália, no Japão e no Brasil (Montes Claros), somado às notícias sobre intensos tremores no Chile, no Haiti e na Turquia desde 2010, trouxe junto algumas dúvidas: o que está acontecendo? É o aquecimento global? Qual é o risco de um sismo de grande impacto por aqui?

O coordenador do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) garante que é ilusória a ideia de que a Terra esteja chacoalhando mais do que em outras épocas. Ou de que fatores como o aquecimento global tenham alguma parcela de culpa nos grandes abalos registrados recentemente –que, aliás, segundo ele, estariam dentro das estatísticas.

Lucas Vieira de Barros explica que, anualmente, quase 1,5 milhão de terremotos acima de 2 graus na escala Richter são registrados no mundo inteiro, o que dá uma média diária de 4.110, ou 171 a cada hora. Pelo menos uma centena é registrada no Brasil, a maioria em Montes Claros, no Norte de Minas, onde, desde 2008, já foram contabilizados oficialmente 23 tremores de terra em 17 anos, no Mato Grosso, e em Goiás.

No entanto, quase ninguém percebe a terra tremer porque grande parte dos terremotos é de baixa magnitude ou intensidade (entenda a diferença no quadro abaixo).

Já os tremores de magnitude 6 na escala Richter (de 0 a 9), como o ocorrido na Itália, chegam a 100 no mesmo período e só a minoria deixa vítimas ou prejuízos materiais. Acima desse grau, os tremores são considerados raros.

"Terremotos são, em grande parte, fenômenos naturais e normais, associados a falhas geológicas", diz Vieira de Barros, lembrando que há tremores provocados por atividades vulcânicas e que o termo "sismo induzido" engloba os que resultam da ação do homem, quando há escavação profunda do solo, por exemplo.

"O que vemos hoje é resultado de avanços tecnológicos, que permitem a existência de estações sismológicas sensíveis e capazes de detectar mesmo os menores tremores", explica o especialista. "Além disso, informações são constantemente trocadas entre os observatórios e divulgadas pela mídia, o que acaba dando a sensação de que há algo errado".

No Brasil, segundo Vieira de Barros, as chances de ocorrer um terremoto de potência 7 ou 8, altamente destrutiva, "é zero".

Baseado no histórico do país, o local mais propenso para registrar um de magnitude igual ou maior do que 6, diz ele, é o Norte do Mato Grosso, sacudido em 1955 por um terremoto de 6,6 graus na escala Richter, o maior já registrado no país. Não houve danos materiais nem vítimas.
Leia mais na edição eltrônica do Hoje em Dia.

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