quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Fim dos Tempos? Católicos clamam no Iraque. “Estamos morrendo aqui!"

Fim dos Tempos: Estamos morrendo, clama Padre do acampamento com 70 mil cristãos iraquianos
Autor: Mateus 
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“Estamos em uma grande dificuldade. Na realidade estamos morrendo aqui, em um lugar onde há 70.000 cristãos refugiados”, expressou o Pe. Benham Benoka, um sacerdote sírio-católico que se encontra em Ankawa, o bairro cristão de Erbil (Iraque), onde junto a outros sacerdotes e religiosas atendem a 70.000 cristãos desabrigados por causa da perseguição.
Em um vídeo difundido pela Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o Pe. Benoka indicou que os cristãos refugiados provêm de diversas zonas tomadas pelos jihadistas do Estado Islâmico (ISIS), como Qaraqosh e Mosul. “Estão refugiados aqui debaixo do sol com temperaturas de 45 graus na sombra”, relatou.O sacerdote indicou que no acampamento tiveram que instalar uma barraca para atender os doentes e todos os casos de epidemia que chegam. “Não sei de outros campos” de refugiados, mas “achamos que este está melhor que os outros”, assinalou.
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Do mesmo modo, relatou que “todos os voluntários que temos aqui são padres da Diocese de Mosul e padres de Erbil, Ankawa”, assim como religiosas.
“Uma oração é muito importante para nós, para podermos fazer um serviço para todas as pessoas que estão em dificuldade. Nós aqui somos como a Cruz Vermelha. Estamos morrendo”, expressou.
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O Pe. Behanam Benoka escreveu recentemente ao Papa Francisco, para contar-lhe sobre a trágica situação que enfrentam centenas de milhares de cristãos na região. O Santo Padre, conforme indicou o vice-diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Padre Ciro Benedettini, telefonou para ele confirmando a sua paternal e constante proximidade e as suas orações pela graça da perseverança na fé. Ao se despedir, deu a bênção apostólica.
Acolher os refugiados
Por sua parte, na quinta-feira passada o Presidente do Conselho Pontifício da Pastoral para os emigrantes e itinerantes, Cardeal Antonio Maria Vegliò, lançou um apelo aos países da Europa para que acolham os milhares de refugiados iraquianos –cristãos e de outras minorias- que fogem para não serem assassinados e decapitados pelos jihadistas do Estado Islâmico.
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Em declarações à Rádio Vaticano, o Cardeal disse que embora alguns países já tenham começado a receber refugiados, é necessário que a comunidade internacional tome ações concretas em favor destas milhares de pessoas e detenha o avanço dos jihadistas.
Fonte: http://catolicosribeiraopreto.com  -  imagens www.rainhamaria.com.br
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Diz na Sagrada Escritura:
“Ó Deus, que sois poderoso sobre todas as coisas…
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Ouvi a voz daqueles que não têm outra esperança; livrai-nos das mãos dos malvados, e livrai-me de minha angústia”. (Ester 14, 19)
“Farei sua condenação com a peste mortífera, farei chover sobre ele, suas tropas e sobre as hordas que o acompanham um aguaceiro, saraiva, fogo e enxofre.
É assim que manifestarei a minha glória e a minha santidade, revelando-me aos olhos de inúmeras nações, a fim de que saibam que eu sou o Senhor”. (Ezequiel 38, 22-23)
“Vede! É o nome do Senhor que vem de longe, sua cólera é ardente, uma nuvem pesada se levanta, seus lábios respiram furor, e sua língua é como um fogo devorador”. (Isaías 30, 27)
“Metei a foice, a messe está madura; vinde pisar, o lagar está cheio; as cubas transbordam – porque é imensa a maldade dos povos”! (Joel 4, 13)
“Quando o Cordeiro abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as vidas daqueles que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que dela tinham dado. Eles gritaram em alta voz: «Senhor santo e verdadeiro, até quando tardarás em fazer justiça, vingando o nosso sangue contra os habitantes da Terra?
Então foi dada a cada um deles uma veste branca…
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Também lhes foi dito que descansassem ainda algum tempo, até que ficasse completo o número dos seus companheiros e irmãos que iriam ser mortos como eles”. (Apocalipse 6, 9 -11)
“Foi em ti que se encontrou o sangue dos profetas e dos santos, como também de todos aqueles que foram imolados na terra” (Apocalipse 18, 24)
“Por isso, num só dia virão sobre ela as pragas: morte, pranto, fome. Ela será consumida pelo fogo, porque forte é o Senhor Deus que a condenou.
Hão de chorar e lamentar-se por sua causa os reis da terra que com ela se contaminaram e pecaram, quando avistarem a fumaça do seu incêndio.
Parados ao longe, de medo de seus tormentos, eles dirão: Ai, ai da grande cidade, Babilônia, cidade poderosa! Bastou um momento para tua execução!” (Apocalipse 18 , 8-10)
 Um apelo dramático. Carta das Irmãs Dominicanas do Iraque
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Estamos sendo perseguidos por causa da nossa religião. Nenhum de nós jamais pensou que iríamos viver em campos de refugiados por causa disso. É difícil acreditar que isso esteja acontecendo no século XXI.
Assim escrevem as Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Siena em uma carta onde descrevem a situação dos cristãos refugiados no norte do Iraque. O texto foi publicado na página do Facebook, Help for the Iraqi Dominican Sisters, 23-08-2014.
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Queridos,
Continuamos a compartilhar com vocês a nossa luta diária, esperando que o nosso grito alcance o mundo. Somos como o cego de Jericó (Mc 10, 46-52), que não tinha outro modo de expressar-se, mas a sua voz, clamando a Jesus por misericórdia. Embora algumas pessoas tivessem ignorado sua voz, outras ouviram-na e lhe ajudaram. Contamos com as pessoas que irão ouvir!
Entramos na terceira semana de desocupação. As coisas estão andando muito devagar em termos de fornecimento de abrigo, alimentação e necessidades para o povo. Ainda há pessoas vivendo nas ruas. Ainda não há acampamentos organizados em volta das escolas que são usadas ​​como centros de refugiados. Um edifício inacabado de três andares também tem sido usado como um centro de refugiados. Por razões de privacidade, as famílias fizeram quartos usando lonas de plástico fornecidas pela agência de refugiados das Nações Unidas nesses edifícios inacabados. Estes locais parecem estábulos.
Todos nós nos perguntamos, tem um fim à vista? Estamos agradecidos por todos os esforços feitos para fornecer ajuda às pessoas desalojadas. No entanto, por favor, notem que o fornecimento de comida e abrigo não é a única coisa essencial de que precisamos. Nosso problema é muito maior. Estamos falando de duas minorias (cristãos eiazidis) que perderam suas terras, suas casas, seus pertences, seus empregos, seu dinheiro; alguns foram separados de suas famílias e entes queridos, e todos são perseguidos por causa da sua religião.
Nossos líderes religiosos estão fazendo o máximo para resolver o problema. Eles se reuniram com líderes políticos, com o presidente do Iraque e do Curdistão, mas as iniciativas e ações desses líderes políticos são muito lentas e modestas. Na verdade, todas as reuniões políticas não levaram a nada. Até agora, nenhuma decisão foi tomada sobre a atual situação das minorias refugiadas. Por esta razão, a confiança nos líderes políticos diminuiu, se é que ela ainda existe. As pessoas não conseguem mais tolerar. É um fardo muito pesado. Ontem, um jovem expressou que ele preferia morrer a viver sem dignidade. As pessoas sentem que a sua dignidade lhes foi extirpada. Estamos sendo perseguidos por causa da nossa religião. Nenhum de nós jamais pensou que iríamos viver em campos de refugiados por causa disso.
É difícil acreditar que isso esteja acontecendo no século XXI. Gostaríamos de saber o que está acontecendo exatamente. É um outro plano ou acordo para subdividir o Iraque? Se isso é verdade, por quem e por quê? Por que os eventos da divisão do Oriente Médio, que aconteceram em 1916, estão se repetindo agora? Naquele tempo era uma questão política e inocentes pagaram por isso. É evidente que há pessoas pecaminosamente astutas dividindo oIraque, agora. Em 1916, perdemos sete de nossas irmãs, muitos cristãos morreram, e muitos outros se dispersaram. É apenas por acaso que novamente enfrentamos essa divisão ou ela é deliberada?
No entanto, a luta não é só nos campos de refugiados. O que aconteceu em nossas cidades cristãs, que foram evacuadas, é ainda pior. O Estado Islâmico (IS) forçou a saída de suas casas de todos aqueles que não deixassem suas cidades até a noite de 6 de agosto. Ontem, setenta e duas pessoas foram expulsas de Karakosh. No entanto, nem todos eles chegaram; aqueles que chegaram ontem à noite estavam em condições miseráveis. Eles tiveram que atravessar o rio Al-Khazi (um afluente do Grande Zab) a pé porque a ponte havia sido destruída. Ainda há um bom número do outro lado da margem do rio. Não sabemos quando eles vão conseguir chegar a Erbil. Depende da situação e das negociações entre os curdos e o Estado Islâmico. Algumas pessoas foram buscar os idosos e aqueles incapazes de andar. Uma de nossas irmãs foi buscar seus pais, e contou sua história. Outra mulher disse que ela foi separada de seu marido e dos filhos, e ela não sabe mais nada deles; eles estão, provavelmente, entre aqueles que estão no outro lado do rio, ou eles podem estar entre os reféns tomados pelo Estado Islâmico. Além disso, uma menina de três anos de idade foi pega do colo de sua mãe e não se tem notícias dela. Não sabemos por que o IS está expulsando as pessoas de Karakosh, mas temos ouvido de quem acabou de chegar que os militantes do IS estão levando barris para Karakosh e os conteúdos são desconhecidos.
Além disso, sabemos de quatro famílias cristãs que estão presas em Sinjar há mais de três semanas; eles provavelmente estão ficando sem comida e água. Se eles não receberem ajuda, vão morrer lá. No momento, não há nenhum contato com eles, e não há nenhuma maneira de negociar com o IS.
Quanto à nossa comunidade, sabemos que o nosso convento em Tel Kaif está sendo usado como uma sede doEstado Islâmico. Além disso, sabemos que eles entraram em nosso convento de Karakosh. Aqueles que chegaram recentemente disseram que todas as imagens, ícones e estátuas foram destruídas. Cruzes foram retiradas do topo das igrejas e substituídas pelas bandeiras do IS. Isso não acontece somente em Karakosh e em Tel Kaif. EmBaqofa, uma de nossas irmãs ficou sabendo que a situação estava calma, então ela voltou com algumas poucas pessoas para buscar remédios. Ela encontrou o convento todo revirado; tudo foi aberto e todas as coisas espalhadas pelas peças. Na hora em que entraram no convento, três bombas atingiram a cidade. Eles sairam imediatamente.
Além do que está acontecendo com os cristãos, ontem, sexta-feira, dia 22, um homem-bomba xiita e homens armados atacaram a mesquita sunita de Abou Mussab em uma vila que está sob o controle do governo iraquiano na província de Diyala, deixando 68 mortos. É de partir o coração saber que pessoas estão sendo mortas enquanto estão rezando. Em termos da mídia e da liberação de notícias, esse massacre tem ofuscado o que está acontecendo com os cristãos na planície de Nínive. Temos medo de que nossa luta se torne apenas o nosso próprio problema e não tenha um impacto a mais no mundo.
Por fim, temos a dizer que as pessoas estão perdendo a paciência. Elas sentem falta de tudo de suas cidades de origem: as igrejas, os sinos das igrejas, suas ruas e seus bairros. É penoso para elas ouvirem que suas casas foram saqueadas. Embora eles amem suas cidades, a maioria das pessoas já está pensando em deixar o país para que possam viver com dignidade e ter um futuro para seus filhos. É difícil ter esperança no Iraque ou confiar na liderança do país.
Por favor, lembrem-se de nós em suas orações.
Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Siena – Iraque
P.S. Por favor, compartilhe a carta com outras pessoas. Deixe o mundo ouvir o grito dos pobres e inocentes.
Fonte: http://blog.comshalom.org
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Nota de www.rainhamaria.com.br
Diz na Sagrada Escritura:
“Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações”. (Mateus 24,9)
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Crianças cristãs dormem em paróquia de Telkiff, que acolheu os últimos cristãos foragidos de Mossul (Iraque).
“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? A nudez? O perigo? A espada?” (Romanos 8,35)
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“Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa. Mas vos farão tudo isso por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. Se eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam pecado; mas agora não há desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, odeia também a meu Pai”. (João, 15,18-23)
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“Pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer a perseguição”. (2 Tm 3,12)
“Foi em ti que se encontrou o sangue dos profetas e dos santos, como também de todos aqueles que foram imolados na terra” (Apocalipse 18, 24)
Fonte: http://www.amormariano.com.br/especial/fim-dos-tempos-um-apelo-dramatico-carta-das-irmas-dominicanas-do-iraque/

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