segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Fome no mundo! Papa preocupado! Campanhas da Cáritas Internacional.

Um bilião de pessoas não têm de comer

Texto Eduardo Santos | Opinião

«Não podemos virar as costas e fazer de conta que isto não existe. O alimento que o mundo tem à disposição pode saciar todos». A denúncia é do Papa Francisco sobre a campanha da Cáritas Internacional contra a fome

No mundo há alimentos suficientes para todos, mas apesar disso ainda morre muita gente de fome. É um escândalo tal acontecer e o Papa convida as instituições e toda a Igreja para serem a voz daqueles que sofrem tal flagelo. Através de um vídeo-mensagem que foi passado na última terça-feira – início da campanha contra a fome no mundo, organizada pela Cáritas Internacional - Francisco apelou para evitar os desperdícios e agir como “uma única família”. O objetivo da campanha da Cáritas Internacional é eliminar a fome no mundo até 2025.

Durante a audiência geral na Praça São Pedro, quarta-feira passada, o Papa Francisco lembrou que o Evangelho de Jesus indica o caminho para lutar contra a fome: entregar-nos à providência do Pai e compartilhar o pão cotidiano sem desperdiçá-lo. E encorajou a Caritas a levar avante este empenho, convidando todos a unirem-se nesta «onda» de solidariedade.
Francisco pediu para abrir um espaço nos corações para esta urgência, respeitando o direito dado por Deus para todos no sentido de ter acesso a uma alimentação adequada. «Compartilhemos o que temos, na caridade cristã, com os que são obrigados a enfrentar muitos obstáculos para satisfazer uma necessidade tão primária», disse o Papa.
Que a voz do Santo Padre possa agitar as consciências adormecidas no egoísmo, que tudo transforma em ação pessoal e individual; que seja um grito que acorde e ajude a pensar que o outro existe e que eu não sou o único, o centro de tudo. É hora de mudar os hábitos e formas de pensar habituais. Como é possível viver indiferentes à tragédia da fome e não se deixar comover pelo sofrimento daqueles que não tem pão?
Se olharmos com atenção para os que nos cercam não teremos dificuldade em encontrar muitos que não tem o suficiente, e quantos deles sofrem esse drama silenciosamente, com vergonha de dar a conhecer a sua situação. Cabe a cada um de nós contribuir, dentro das nossas possibilidades, para colmatar as carências daqueles que estão ao nosso lado e são nossos irmãos.

Em Portugal o número de pobres aumentou de tal maneira que a Cáritas já não tem capacidade para ajudar todos os que precisam. A situação é cada vez mais desesperada, sobretudo por causa do desemprego. O nosso país é dos que mais têm desinvestido na pobreza e continua acima da média europeia, sendo os mais pobres os idosos que vivem sozinhos e as famílias com três ou mais filhos. O fosso entre ricos e pobres continua a aumentar desmesuradamente.
Perante um cenário destes é caso para perguntar onde para o exemplo que deveria ser dado através da palavra solidariedade. Mais que a palavra, a ação concreta de combate contra as práticas que levam a que a sociedade em Portugal esteja a caminhar para o abismo. A palavra esperança já não chega. É preciso juntar-lhe o amor e caridade no concreto das nossas vidas.


Pergunta do Blog: será que os católicos vão impedir que profecias bíblicas não se cumpra?

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