sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Ebola pode matar um milhão de pessoas até o fim de janeiro - hypescience

O ebola poderia matar um milhão de pessoas até o final de Janeiro, advertem planejadores de desastre do governo estadunidense. Especialistas também disseram que a doença pode se tornar endêmica e algumas clínicas começaram recusar vítimas, de acordo com a revista “Forbes”.
Os EUA estão enviando 400 mil kits de cuidados domésticos com batas protetoras, máscaras, luvas, cloro e medicamentos para a Libéria, país no centro do pior surto da doença, informou o jornal britânico “The Times”. A proposta de assistência domiciliar é baseada em um modelo usado pela última vez para erradicar a varíola na África na década de 1960. No entanto, a população da região é três vezes maior do que era então e é agora muito mais concentrada em favelas urbanas densas.
OMS: epidemia de ebola é provavelmente muito pior do que pensamos
Alguns especialistas temem que o surto, que já dura seis meses, possa não ser mantido sob controle em um futuro próximo, e, ao invés disso, a doença se torne endêmica. “A atual perspectiva epidemiológica é sombria”, disseram os autores de um estudo publicado na “New England Journal of Medicine”. “Para o médio prazo, pelo menos, devemos encarar a possibilidade de que [o ebola] se torne endêmico entre a população humana da África Ocidental, uma perspectiva que nunca tinha sido contemplada.”
O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CCPD) dos Estados Unidos afirma que poderia haver 1,4 milhões de infecções na Libéria e na Serra Leoa até o final de janeiro. E a Organização Mundial de Saúde, que estima que o número de casos nos próximos quatro meses chegaria a “centenas de milhares”, informou também que a taxa de mortalidade da infecção, que causa febre hemorrágica, é superior a 70%, acima dos 50% calculados anteriormente.
O pior quadro possível ainda considera a possibilidade do vírus sofrer uma mutação e, assim, modificar a sua forma de contágio. De acordo com o diretor de Estratégia da OMS, Christopher Dye, coautor do estudo que sustenta que a doença poderia se tornar endêmica de países africano, se, como tantos outros, o vírus fosse transmitido pelo ar, ao invés do contato direto com fluídos corporais, as consequências seriam muito sérias.

Por outro lado, se as intervenções para a contenção do ebola atingissem o êxito total, o vírus desapareceria nos humanos em questão de meses e retornaria a seus portadores originais: os morcegos.
As estimativas alarmantes vêm em meio à crescente onda de violência contra os profissionais de saúde. Sete estrangeiros foram mortos na remota aldeia de Womey, na Guiné, no início de setembro, depois de a equipe de médicos e jornalistas ter ido ao local para aumentar a conscientização sobre a doença. Seus corpos mutilados foram encontrados em uma latrina, informou o The Guardian. Em 24 de setembro, a polícia prendeu 27 pessoas com ligações com o assassinato.
Em outro lugar na Guiné houve motins pois as pessoas temiam que o desinfetante que estava sendo pulverizado em um mercado poderia ter espalhado a doença.
Serra Leoa ordenou que todos os seus seis milhões de pessoas ficassem em casa por três dias na semana passada, em uma tentativa desesperada controlar o surto. Os profissionais de saúde foram de porta em porta, encontrando 130 vítimas que foram então isoladas. O governo alegou que 85% da população agora acredita que o ebola é real.


Porém, em Monróvia, capital da Libéria, a instituição Médicos Sem Fronteiras informou que estava recusando tantos pacientes quanto os que estavam sendo admitidos na clínica de 160 camas. Uma das três existentes em Monróvia, a clínica contabilizou 350 mortes no mês passado. Algumas noites, até cinco pessoas morrem no local.
Ainda, segundo Tom Frieden, diretor do CCPD, declarou, no último dia 21 de agosto, em uma coletiva de imprensa que, ao contrário de alguns rumores, os casos não estão diminuido. Pelo contrário: “Eu gostaria de não ter de dizer isto, mas [a situação] vai piorar antes de melhorar”, afirmou.
O surto é o pior desde que o vírus foi identificado em 1976, no Zaire (atual República Democrática do Congo). [ForbesRevista GalileuBreitbart]
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