domingo, 19 de maio de 2013

Um apocalipse cósmico? A nova versão do Fim do Mundo?

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Fim do mundo pode envolver os quatro elementos da natureza

Olga Sobolevskaya
© Flickr.com/StormPetrel1/cc-by-nc

O planeta Terra está ameaçado por um apocalipse cósmico a envolver todos os elementos naturais existentes: a água, o ar, a terra e o fogo, afirmam os professores catedráticos da Universidade federal do Extremo Oriente, Alexander Panichev e Alexander Gulkov. A nova versão do Fim do Mundo que se adivinha não deixa alguma hipótese de sobrevivência. Tal visão de acontecimentos e dos fundamentos da criação do Universo foi exposta no livro intitulado "O Absoluto e o Homem".

Os cientistas do Extremo Oriente têm estudado as provas geológicas de três calamidades naturais. Tem-se em vista o dilúvio, a era do gelo e a extinção dos dinossauros no período Cretáceo-Paleogeno. Pelo visto, estes cataclismos todos tiveram um cenário idêntico. O seu início coincidia com um processo global de curta duração que "abalava" a biosfera, levado à extinção em massa de várias espécies.
Tentando responder à pergunta sobre as origens destes acontecimentos, os dois professores catedráticos evocam um efeito pouco conhecido, descoberto em 1985 pelo cosmonauta soviético, Vladimir Djanibekov. É que, permanecendo no espaço cósmico em condições de imponderabilidade, os corpos efetuam reviravoltas do eixo de rotação em 180º.
Daí a suposição de que o efeito Djanibekov possa explicar causas de calamidades diversas ocorridas na Terra a qual, porventura, tivesse dado tais "cambalhotas" na imponderabilidade. No decurso de tais viragens, o nosso planeta podia mudar a direção da rotação do eixo. Se agora está girar à esquerda em torno do eixo, então após um "culbute" desses pode começar a virar à direita. A teoria de inversão do eixo explica ainda a razão pela qual uma parte de planetas do Sistema Solar gira no sentido inverso em relação à Terra. Neste caso, as viragens com o nosso planeta se dessincronizaram.
Os efeitos da "inversão do eixo" da Terra se assemelham ao Fim do Mundo, ressaltam Panichev e Gulkov. As zonas florestais serão levantadas literalmente para o ar, percorrendo as distâncias enormes e caindo depois em depressões. Ao cabo de milhões de anos, essas baixas e os barrancos serão transformados em jazidas de carvão. Após a perturbação, uma gigantesca onda similar ao Tsunami passará pelo globo, causando enchentes de grandes proporções semelhantes ao Dilúvio bíblico. Em virtude disso, irão se conservar e sobreviver apenas regiões montanhosas.
Depois da "cambalhota", a Terra sofrerá tremores acompanhados pelo fogo e pela lava, resultantes de erupções vulcânicas. As cinzas lançadas para a estratosfera cobrirão o planeta, provocando o eclipse. Assim, a Terra entrará na nova Era do Gelo e a maioria esmagadora de organismos vivos será condenada à morte. Cabe notar existirem múltiplas provas de acontecimentos que já ocorreram conforme tal cenário, prosseguem dizendo os cientistas. Uma delas são as passagens bruscas de sedimentos marítimos para os continentais. As erupções vulcânicas podiam ter dado origem aos platôs de basalto que se formaram em épocas remotas, indicadas também pelos cientistas, autores da hipótese. Os enormes cemitérios de dinossauros, com milhares de filas de restos mortais, não teriam sido a conseqüência do tsunami demolidor?
Não restam dúvidas de que tais cenários podem voltar a ocorrer, apontam os cientistas russos citados. Mas quando? Segundo calcularam, os cataclismos planetários têm ocorrido com os intervalos de 23-30 milhões de anos. O último se deu há cerca de 25 milhões de anos. Deste modo, supõem os peritos Panichev e Gulkov, a Terra está prestes a dar mais uma cambalhota a qualquer momento.

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