sexta-feira, 7 de junho de 2013

O fim do mundo já começou? É provocado pelo homem?


O Fim dos Tempos já começou

Cientistas defendem que as mudanças climáticas provocadas pelo homem são o final lento e agonizante do mundo

Da Redação / Imagens: Wikimedia, Shutterstock, NASA
redacao@arcauniversal.com


O fim dos tempos já começou. Quem diz isso são vários grupos de cientistas dos mais variados ramos ao redor do planeta, como tem veiculado a imprensa internacional ultimamente. Só que ele não ocorrerá repentinamente, como muitos pensam, segundo os mesmos cientistas. A agonia será lenta, aumentará gradativamente, e os primeiros passos rumo ao fim físico da humanidade já podem ter sido dados. Será que isso é um dos muitos fatores descritos por João em Apocalipse?


Em 2012, um provável fim do mundo que ocorreria em dezembro sacudiu as manchetes, por causa de um antigo calendário maia encontrado por arqueólogos. Até a NASA, a agência espacial norte-americana, entrou no assunto, desmentindo os conspiradores de plantão.
Falando em NASA, a passagem de um grande asteroide bem perto da Terra e a queda de outro na Rússia – ferindo mais de mil pessoas – também deixaram muita gente alarmada sobre o fim que poderia vir do espaço. A agência negou de novo que algo como o grande asteroide que caiu na península mexicana de Yucatán há 65 milhões de anos e teria extinguido os dinossauros possa acontecer em um futuro previsível.
Só que a NASA achou pouco provável um fim causado por agentes externos, e não um provocado pelos próprios terráqueos. E essa foi a mola propulsora do filme “Uma Verdade Inconveniente”, de 2006, baseado em palestras ministradas por Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos (foto abaixo), no qual ele aponta indícios de que a própria humanidade, com a exploração indiscriminada dos recursos naturais e a poluição, é a responsável pelo aquecimento global.
Até hoje, há muitos detratores de Gore e seu filme – inclusive cientistas – que alegam ser um exagero do político para fins eleitoreiros e “marqueteiros”. Alguns desses que não acreditam na “verdade inconveniente” dizem que a Terra está apenas passando por mais um de seus ciclos naturais – como a Era do Gelo – em que o quadro climático mudou consideravelmente. No entanto, Gore mostra que, embora tais mudanças no clima tenham realmente ocorrido na história do planeta, nunca aconteceram na velocidade que esta que vivenciamos. O que antes levava milhares de anos, agora é perceptível no espaço de uma geração.
Prognósticos nada bons
A favor de Gore, a quarta edição do Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), de 2007, concluiu que há 90% de probabilidade de o aquecimento da Terra e consequente descontrole do clima que presenciamos serem frutos da ação humana. No número anterior do relatório feito por departamentos da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2001, somente 6 anos antes, tal probabilidade era de 60%. Ainda assim, os “céticos do aquecimento global” continuam a rebater a teoria, mesmo à luz dos últimos fenômenos naturais mostrados pela mídia mundial, como o tornado que varreu boa parte do estado de Oklahoma, no centro-sul dos Estados Unidos, há poucos dias, causando prejuízos e mortes em índices sem precedentes.
Esse tipo de fenômeno atmosférico é comum todos os anos naquela região – Oklahoma está no chamado “Cinturão dos Tornados”, e muitos imóveis têm abrigos subterrâneos para tal emergência. Entretanto, o tornado de maio deste ano surpreendeu a todos pela violência e pela área atingida, maiores que de costume.
O alarme continua. A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla original) alertou que são esperadas de 13 a 20 tempestades de grandes proporções (como o furacão Sandy, que atingiu a Costa Leste ano passado) nos próximos 6 meses. Entre sete e 11 serão prováveis furacões, dos quais de três a seis serão de grande porte, com ventos acima de 170 quilômetros por hora.
Erros da ciência
Voltando a Gore e seu filme – que não passou despercebido com os dois Oscars que recebeu de Hollywood em 2007 –, o ativista ambiental mostrou que a ciência faz o que pode, mas também erra. Um ciclone das proporções do Catarina, que atingiu o Sul do Brasil em 2004 (na foto da NASA, ao lado), sempre foi considerado pouco provável por especialistas. Oestado de Santa Catarina – o mais atingido – discorda, por motivos óbvios.
Disso vem a questão: se os cientistas erraram nesse prognóstico, não poderiam também estar enganados sobre a improbabilidade de corpos espaciais atingindo o planeta em proporções catastróficas?
A previsão dos cientistas é de que, se os atuais níveis de poluição não diminuírem, a temperatura da terra pode subir até 5,4 graus Celsius nos próximos 90 anos, com efeitos nada bem-vindos, como inundação de áreas litorâneas e extinção de seres vivos de várias espécies – e a proliferação de micro-organismos perigosos, causadores de epidemias. A simples diferença de 1 grau já ocasionou a morte de organismos – como os corais, em algumas áreas.
Catástrofes mundo afora
Além de Oklahoma, várias localidades do planeta também estão nas páginas dos periódicos e matérias da tevê e internet no que tange ao descontrole da natureza.
Em outros estados norte-americanos, no meio-oeste, nevascas prendem quase todo mundo em casa e chegam a cobrir automóveis nas ruas... na primavera. No Hemisfério Norte, resquícios de queda de neve já na primavera são corriqueiros, como uma “sobra” do inverno – mas não nos níveis que se apresentam atualmente. Mesmo em plena estação invernal, em alguns anos, as nevascas em alguns lugares já foram menos intensas.
Megainundações na China, epidemias de gripe aviária (H5N1) na Ásia e suína (H1N1) no Brasil – cuja região Sul tem tido geadas bem mais fortes que o normal ainda no outono e, no Nordeste, a seca atinge níveis tão preocupantes quanto os das décadas de 1970 e 1980.
Falando em seca, a Radio France Internationale (RFI) noticiou na sexta-feira (24) que as autoridades da Austrália revelaram que matarão a tiros 10 mil cavalos selvagens na região desértica do centro do país. Diante dos protestos dos ativistas ambientais, o governo alegou que, além de “aliviar a lenta agonia” dos animais, diminuirá o consumo de água das nascentes locais pelos equinos, o que estaria ameaçando o ecossistema.
Há outros efeitos a se considerar. Oklahoma é um dos grandes produtores de carne do Hemisfério Norte, o que afetaria o mercado do alimento, elevando os preços. Hoje, numa economia globalizada, algo assim mexe com o mercado mundial – para pior –, pois o desequilibra.
Fatores espirituais
Diante de tudo isso, quais os reflexos espirituais no tocante ao Fim dos Tempos?
João cita em Apocalipse um claro quadro de desequilíbrio que diz respeito a todos os seres viventes. Fala em peste, com a disseminação de doenças. Fala em fome, causada não só pela natureza descontrolada no tocante à produção de alimentos, o aumento desenfreado da população e a escalada da inflação – comida bem mais cara (Apocalipse 6:5-6 fala em valores absurdos em relação aos da época em que foi escrito, à guisa de exemplo para os leitores).
O autor do último livro da Bíblia também fala em guerra. E guerras começam quase sempre com o pretexto da defesa ou aquisição de território, água, alimento e outros fatores essenciais à economia e à sobrevivência. Osatuais rumores de guerras e o crescente esfriamento do amor pela vida humana – e pela natureza em geral –, evidenciados por ações violentas pontuais ou de grande porte, não deixam dúvidas quanto a isso.
Falta um cavaleiro do Apocalipse nessa conta? Sim. A Morte (o único claramente identificado por João entre os seres descritos sobre assustadores cavalos, assim mesmo, com inicial maiúscula). Se pensarmos bem, morte é uma consequência de todos os outros fatores citados, separados ou unidos – além da morte espiritual de quem não segue a Deus verdadeiramente, diante da qual o fim físico nada significa.
Copiado de: http://www.arcauniversal.com/mundocristao/series/noticias/o-fim-dos-tempos-ja-comecou-19057.html

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