terça-feira, 24 de setembro de 2013

A hecatombe nuclear quase aconteceu. Será que ainda vai acontecer?


O apocalipse nuclear esteve perto pelo menos três vezes, em 1961, 1962 e 1983

A ameaça de uma hecatombe nuclear ocorreu muitas vezes, mas felizmente nada 


1961 O APOCALIPSE ESTEVE PERTO
AS BOMBAS NA CAROLINA DO NORTE
Em 23 de janeiro de 1961 um bombardeio B-52 decolou da base Seymour Johnson da Força Aérea americana, para um voo de rotina sobre a costa leste do país.
Porém, o avião, entrou em parafuso e soltou as duas bombas de hidrogênio, modelo Mark 39, que transportava.
Cada bomba tinha potência explosiva de quatro megatons, o equivalente a quatro milhões de toneladas de TNT. Se apenas uma delas tivesse explodido, uma onda fatal de radiação se espalharia sobre Washington, Baltimore e Filadélfia e chegaria a Nova York, pondo milhões de vidas em risco.
Uma delas caiu perto de Faro, na Carolina do Norte, e foi encontrada com o paraquedas preso aos galhos de uma árvore. Ela se comportou exatamente como foi projetada para funcionar em guerra: o paraquedas de arrasto se abriu, os mecanismos de detonação foram ativados. Havia quatro mecanismos de segurança para impedir a detonação acidental e três foram desativados pela queda ou não funcionaram como planejado. Quando a bomba atingiu o solo, um sinal de detonação foi enviado ao núcleo atômico da arma e um simples comutador de baixa voltagem, altamente vulnerável, e que poderia ter sofrido um curto circuito, impediu o que seria uma calamidade.
A outra bomba mergulhou em um riacho perto da Big Dadd’s Road. O repórter investigativo Eric Schlosser descobriu que pelo menos 700 acidentes e incidentes “significativos”, envolvendo 1.250 armas nucleares foram registrados de 1950 a 1968. (F S P, 21.09.2013, Mundo 1, p. A-20). Realmente só uma intervenção divina para explicar que nada aconteceu em todo este período.
1962 – O APOCALIPSE ESTEVE PERTO 
 – A CRISE DOS MÍSSEIS EM CUBA 1962
Os russos resolvem em 1962,  instalar mísseis nucleares em Cuba (nunca armados pelos soviéticos, que não confiavam em Castro, mas poderiam tornar-se operacionais em horas). Os mísseis estavam mirados para as principais cidades americanas como Nova York, Chicago.
Os historiadores descobriram que a ideia de instalar armas nucleares em Cuba foi dos soviéticos e não dos cubanos. A União Soviética buscava um equilíbrio militar em relação aos EUA. Os mísseis intercontinentais americanos, capazes de atingir a URSS, tinham o triplo do poder destrutivo do dos soviéticos. O arsenal de médio alcance, instalado a 230 km da Flórida poderia reduzir esta desvantagem. Fidel Castro só aceitou a proposta depois de muita insistência. Segundo ele “Não para aprimorar nossa defesa, mas primordialmente para fortalecer o socialismo no plano internacional”.
Cerca de 47.000 soldados soviéticos tinham desembarcado em Cuba, com roupas civis, como se fossem turistas, mas do porto saiam marchando em filas, tornando o disfarce inócuo. Os mísseis, com 22 metros foram camuflados com folhas, na ingênua ideia de que os americanos os confundiriam com palmeiras. Porém estes soldados juntaram-se aos 270 mil soldados cubanos. Portanto, uma suposta nova invasão envolveria grande participação de militares soviéticos.
Fidel Castro era um coadjuvante, sem nenhum poder de interlocução. Os cubanos não teriam acesso aos códigos de disparo, afirmou anos depois um dos filhos de Khruschev,  engenheiro envolvido na operação.
Assim, não passou de uma bravata a afirmação de Ernesto Che Guevara ao “Daily Worker”, jornal comunista britânico, de que seu regime, para evitar nova invasão, pretendia lançar pequenos artefatos nucleares em território americano. Uma guerra atômica preventiva. Insensatez total. (F S P, 15.10.2012, p. A-12).
Em 16 de outubro de 1962, o presidente John Kennedy recebe fotos aéreas feitas em 14 de outubro de soldados da URSS, trabalhando na instalação de mísseis nucleares em Cuba.
No mesmo dia, Kennedy convoca  o Comitê Executivo do Conselho de Segurança Nacional.
Ao ver as fotos aéreas das instalações de mísseis em Cuba, John Kennedy, ouviu de seus conselheiros que tinha duas alternativas. A primeira, apoiada pela maioria dos membros do Comitê Executivo do Conselho Nacional de Defesa (ExComm) era invadir a ilha e destruir o arsenal soviético. O Secretário de Defesa, Robert Macnamara, se opunha ao ataque. A segunda era conformar-se com a existência de um arsenal atômico inimigo no quintal de casa.
Se Kennedy tivesse acatado a recomendação de ataque de seus conselheiros, os oficiais soviéticos em Cuba teriam revidado com mísseis táticos nucleares, pois não precisavam da autorização de Moscou para dispará-los no caso de uma invasão.
O subsecretário de Estado, George Ball, argumentou que bombardear Cuba, seria “como Pearl Harbour”, ou seja, daria início a uma guerra entre EUA e URSS.
Às 19 horas do dia 22/10/1962 o presidente John Kennedy, em pronunciamento na televisão, anunciou que os soviéticos haviam instalado mísseis nucleares em Cuba.  E afirma: “Qualquer ataque com mísseis lançados de Cuba contra qualquer nação do Ocidente será considerado um ataque da URSS aos EUA e receberá retaliação imediata”.
Kennedy criou uma terceira via. Abriu espaço para negociar com os russos, mas com prazo bem definido. Definiu que, se as bombas, já em solo cubano, não fossem retiradas até 28 de outubro, um ataque ocorreria nas 48 horas seguintes.
Paralelamente, por sugestão do procurador-geral, Robert Kennedy, seu irmão, ordenou um bloqueio naval. Todos os barcos que se aproximassem da ilha seriam vistoriados, visando impedir a entrada de equipamentos que pudessem armar os mísseis. 
O risco de uma confrontação entre os navios era muito grande, mas felizmente graças ao bom senso dos comandantes não ocorreu. Com a medida, 14 navios com armas, retornaram á URSS.
Foi o auge da guerra fria. O mundo estava á beira de uma guerra nuclear. Em 1963, Kennedy em um discurso, relatou o que aconteceria se houvesse um conflito nuclear “Poderia matar 300 milhões de americanos, europeus e russos, assim como inúmeros outros. Os sobreviventes, como disse o presidente Khrushchov, invejariam os mortos. Pois eles herdariam um mundo devastado por explosões, veneno e fogo, cujos horrores hoje nem sequer somos capazes de imaginar”.
Kennedy mandou formar um comitê executivo que incluía gente de fora do governo como o ex-secretário de Estado Dean Acheson e o negociador de armas nucleares Paul Nitze que por sinal, eram favoráveis ao bombardeio imediato de Cuba, nuclear se necessário.
Kennedy enviou uma proposta secreta a Khrushchov, com o compromisso público de não interferir em Cuba e a promessa em troca da retirada dos mísseis de Cuba a retirada de mísseis americanos da Turquia.
As comunicações entre Washington e Moscou na época eram muito difíceis. Para falar com Khruschev, Kennedy enviava mensagens ao embaixador soviético em Washington por meio de seu irmão Bob Kennedy. As mensagens eram codificadas e enviadas a Moscou por telegrama. Quando precisavam agilizar o processo, Kennedy e Khrushchov faziam discursos nas rádios com recados para o rival. Somente depois do impasse, americanos e soviéticos começaram a usar o teletipo, Nos anos 70 é que foi instalada uma linha telefônica direta e exclusiva.
O comitê recebeu duas cartas dos soviéticos. A primeira carta foi extremamente conciliatória, propondo a retirada dos mísseis em troca da promessa de Kennedy de não invadir a ilha. Uma segunda carta retirava a concessão e afirmava o direito soviético de ter mísseis onde bem entendesse fora dos perímetros de segurança das superpotências.
A segunda carta causou perplexidade no comitê e a linha dura, favorável ao bombardeio estava em ascensão, quando Robert Kennedy deu a solução. O presidente respondeu à primeira carta, ignorando a segunda. Deu tudo certo.
Depois, Sérgio Mikiyan, filho de Anastes Mikoyan, presidente da URSS na época, respondeu na televisão dos EUA que tinha havido uma troca de cartas. Ou seja, a resposta era a carta inicial e a conciliatória a definitiva. A troca se deveu a um erro da burocracia que felizmente não teve maiores consequências.  (Paulo Francis, F.S.P. 2/2/89, p. A-7).
Fidel Castro ficou furioso. Poderia provocar um conflito nuclear. Foi o único duelo nuclear desde o pós-guerra. 
Em 25 de outubro afirmou que Cuba tinha direito à autodefesa e se negou a permitir inspeção dos mísseis.
O Conselho de Segurança da ONU fez uma reunião de emergência, a pedido dos EUA.
O governo americano elevou o nível do alerta nuclear para DEFCON 2, o que, entre outras medidas, fez decolar de suas bases na Europa, 23 aviões B-52, carregados com bombas nucleares, visando o território russo. Os soviéticos deixaram vazar que instalariam em Cuba 42 bombas atômicas, mas com o fim da URSS ficou patente que 42 bombas era quase tudo o que Moscou possuía.
Em 26 de outubro, Fidel enviou uma mensagem a Khrushchov em que sugeria duas saídas para a crise, nenhuma delas pacífica: “A primeira e mais provável é um ataque aéreo contra certos objetivos, com a missão limitada de destruí-los”. A segunda, menos provável, mas possível, é uma invasão completa (dos Estados Unidos) (Veja, 10.10.2012, p.118-124).
Segundo Khrushchov em suas memórias “Castro sugeriu que para impedir que os nossos mísseis nucleares fossem destruídos, deveríamos atacar primeiro. Quando lemos essa mensagem, meus camaradas e eu compreendemos que Fidel não havia compreendido nossos propósitos. Tínhamos instalados os mísseis não para atacar os EUA, mas para impedir que os EUA atacassem Cuba. Concordamos em retirar os foguetes e as ogivas se o presidente desse garantias de que suas forças armadas não invadiriam Cuba. Kennedy então assegurou em alto e bom som que não haveria invasão.” (Veja, 26.9.90, p, 91).
Segundo o ex-número dois da KGB, o general aposentado Nikolai Sergeievitch Leonov “Eu dizia: ’Acalmem-se companheiros. Cuba é importante, mas o mundo é mais ‘. Nem Khrushchov nem Kennedy queriam isso, as cartas são claras. Nós falávamos: ’Os americanos estão histéricos. Nós estamos acostumados a foguetes americanos aqui do lado, na Turquia, os júpiteres [mísseis intermediários, cuja retirada fez parte do acordo secreto para por fim à crise]. Estrategicamente, Moscou venceu, apesar de todos dizerem que havia capitulado”. (F S P, Mais, 13.01.2008, p. 4-5). Segundo ele, depois da crise a ideia de confronto direto caiu em desuso. Nos anos de Leonid Brejnev, como secretário-geral do PC soviético, a “coexistência pacífica” virou política de Estado que só insinuou uma inflexão na Guerra das Malvinas quando os soviéticos tentaram vender armamentos aos argentinos, sem sucesso. .
Em 27 de outubro em mensagem de rádio, Khrushchov diz que aceita retirar os mísseis de Cuba, desde que os EUA façam o mesmo com as armas instaladas na Turquia e na Itália e prometam não invadir a ilha.
No dia 27 de outubro, por decisão de Fidel Castro, mísseis foram lançados contra um avião  U-2 espião dos EUA, que foi derrubado e seu piloto morreu.
Felizmente Nikita Khrushchov recuou depois de 48 horas de suspense, mandando desmontar os mísseis e trazê-los de volta.
A tensão durou 14 dias. Em 28 de outubro, o secretário-geral da ONU, o birmanês U Thant, anunciou um acordo pelo qual os russos repatriariam o armamento. Em troca, e em carta reservada a Khrushchov, Kennedy prometeu retirar da Turquia, mísseis nucleares Júpiter, apontados contra  a União Soviética. (F S P, 15.10.2012, p. A-12).
Porém, os EUA mantiveram o bloqueio a Cuba até o término da remoção dos armamentos.
Em 1962 Cuba foi expulsa da OEA sob a acusação de disseminar o comunismo na América latina. Os americanos criaram a Aliança para o Progresso, programa de ajuda econômica para conter a expansão do comunismo.
1983 O APOCALIPSE ESTEVE PERTO 
 EUA - URSS
Estudo feito pelo cientista político americano Robert S. Norris em 2012 sobre a capacidade nuclear dos EUA em 1962 mostrou que ela superava em 17 vezes a da URSS na época. Ou seja, em caso da escaramuça evoluir para uma guerra global, era grande a possibilidade de que os soviéticos fossem dizimados  antes de o planeta ser destruído. Portanto o risco de uma guerra nuclear devido á crise dos mísseis em Cuba era pequeno.
Em 1979, uma fita de simulação de ataque nuclear acabou por engano no sistema de defesa americano e por alguns segundos, em uma madrugada de novembro, o assessor de segurança nacional do presidente Jimmy Carter não avisou o chefe de que ele teria que lançar um contra-ataque real. Isso se repetiu com frequência e dos dois lados.
Em 1982 Iuri Andropov sucedeu Leonid Brejnev no comando da URSS. Ele havia sido chefe da KGB e anunciou que era certa a intenção de Washington de dar o primeiro golpe, para decapitar o regime. Os americanos estavam testando aviões perto das fronteiras soviéticas, o que só aumentava a paranoia.
Andropov determinou o lançamento da Operação Ryan, acrônimo russo para Ataque com Míssil Nuclear e por dois anos, agentes soviéticos pelo mundo, buscavam prova da intenção americana de atacar, a fim de justificar uma guerra preventiva.
Nestor Jones, pesquisador do Arquivo Nacional de Segurança Nacional, compilou documentos inéditos pelo qual o Kremlin temia uma reedição da invasão nazista de 1941 que pegou a liderança soviética de surpresa.
Ronald Reagan havia assumido a presidência dos EUA em 1981, com uma retórica anticomunista violenta. Em março de 1983, cunhara o termo “Império do Mal”, para classificar os russos e lançou o programa Guerra nas estrelas, que visava abater foguetes com armas mísseis no espaço.
Em 1983, todavia, a situação havia mudado. A URSS tinha 36 mil ogivas atômicas à disposição e os EUA, 23,5 mil e os mísseis balísticos internacionais eram mais importantes que os bombardeios, predominantes em 1962.
A situação em 1983 era muito pior do que a de 1962 e o risco de uma guerra nuclear real.
Para piorar, Reagan estava decidido a instalar mísseis de alcance intermediário Pershing-2 na Europa, alegando que os similares russos SS-20 poderiam aniquilar alvos nos países aliados europeus em minutos e sem tempo de reação e os mísseis americanos, se instalados, poderiam fazer o mesmo contra os soviéticos.
Agentes duplos, como Oleg Gordievsky alertaram o Ocidente para o risco de um conflito ocorrer por má interpretação ou por alguma banalidade.
O próprio Andropov, com problemas renais desde fevereiro de 1983, em junho de 1983 convidou o veterano diplomata Averell Harriman para uma reunião, onde falou por quatro vezes sobre o risco de uma guerra “por erro de cálculo” e ressaltou que Washington se aproximava perigosamente da “linha vermelha”. O encontro só foi revelado em 2013, por Nate Jones.
Em março de 1983, teve início uma sequência de três exercícios militares da OTAN na Europa, todos simulando a reação de governos à ameaça de início de uma guerra nuclear.
Nos dois primeiros, Autumn Forge e Reforger, houve exercícios de guerra convencionais, com deslocamento de 40 mil homens, simulando a fortificação da Alemanha Ocidental. Em 2 de novembro, teve início o Able Archer 83, no qual foi simulada a transição de um conflito convencional para uma guerra química e nuclear.
Um texto que deveria ter sido lido em quatro de março de 1983 pela rainha Elisabeth 2ª a seus súditos foi revelado em 2013 e felizmente nunca lido.
“Ela estava cumprindo um “dever solene e terrível”, para informa-los de que a “loucura da guerra” estava” novamente se espalhando pelo mundo”. Os britânicos deveriam preparar-se para o pior momento de “sua longa história”, enfrentando não “soldados com rifles”, como em 1914, ou o “aviador sobre nossas cidades”, como em 1940. O inimigo seria a “força letal de uma tecnologia abusada”: o fogo nuclear soviético na Terceira Guerra Mundial.
Houve inovações, como ataques virtuais com Pershing-2, o uso de criptologia avançada e a participação de líderes como a premiê britânica Margareth Tratcher e o chanceler Helmut Lohl no exercício.
O Ocidente não sabia, contudo que os soviéticos estavam de orelha em pé pela Operação Ryan.
Em setembro de 1983, os soviéticos abateram um jumbo da Korean Air Lines, alegando que era um avião em missão espiã. Em outubro, os EUA invadiram a ilha caribenha de Granada para erradicar o regime esquerdista local.
Em cinco de novembro de 1983, Ronald Reagan assistiu a uma pré-estreia do filme “O Dia Seguinte”, que seria exibido na rede ABC 15 dias depois. Ele viu as ainda hoje impressionantes imagens de um ataque atômico aos EUA. Escreveria depois em seu diário:” O filme foi muito eficiente e me deixou muito deprimido”.
Entre 8 e 9 de novembro de 1983, segundo o agente Oleg Gordiesvky, a KGB enviou alerta máximo pedindo informações a seus agentes. Aviões foram mobilizados na Polônia e na Alemanha Oriental, e houve movimentos de tropas no Báltico e na Tchecoslováquia.
Não se sabe se os mísseis soviéticos foram preparados ou não, mas os documentos mostram que o fim do exercício, em 11 de novembro, acalmou os soviéticos.
Andropov acompanhou tudo de uma cama de hospital, de onde despachou de agosto de 1983 a fevereiro de 1984, quando morreu e foi substituído por outro idoso doente , Konstantin Tchernenko (1911-85).
No mês seguinte á morte de Andropov, Reagan chamou seu embaixador em Moscou, Arthur Hartman e perguntou se o medo soviético era real. Não se sabe a resposta, mas a retórica de Reagan nunca mais foi a mesma.
O clima já começara a desanuviar e pouco mais de um ano, Mikhail Gorbatchov levou a distensão ao Kremlin.  A Guerra Fria felizmente acabou, mas EUA e Rússia ainda possuem em 2013 armas suficientes para arrasar o planeta e para piorar, armas nucleares estão nas mãos de Israel, Índia, Paquistão e Coréia do Norte.  (Igor Gielow, F S P, Ilustríssima, 11.08.2013, p. 5).

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