segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Ficção científica? Os sinais vejam!

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Um dia de fúria

Nuvem passageira
Nuvem passageira
O dia amanheceu bem normal hoje. Olhei o celular e já era 07:50 hs. Droga, tenho que levantar, já nem tenho mais os famosos cinco minutinhos.
O tempo está feio, a chuva já estava mais que prevista, mas ainda não começou. Vou ligar a TV pra ver se a greve do metrô de hoje foi realmente cancelada (aqui nunca se sabe, decidem uma coisa e logo em seguida mudam de idéia). Metrô funcionando normalmente, vamos trabalhar então, né? Fazer o quê. Banho, perfume, batom, remédio, chaves, ok. Fui.
Como sempre chego com meus quinze minutos de atraso. Tenho que entregar uma tarefa na segunda-feira sem falta e já não posso mais enrolar pra começar, vamos que vamos. Preparo meu café com leite, hoje trouxe um croissant pra acompanhar. Será que se eu colocar umas musiquinhas o trabalho sai mais rápido?
Putz, que cheiro esquisito, parece vazamento de gás. Que raro, aqui no edifício não tem instalação de gás, mas estão quebrando a rua lá embaixo porque finalmente vai ser exclusiva para pedestres (que bom!!), os trabalhadores devem ter feito alguma merda e quebrado algum cano que não deviam.
Fui logo fuçar a internet pra ver se descubro o que está acontecendo. Vai que explode tudo aqui, com gás não se brinca. O La Nación me diz que foi um incêndio que aconteceu no porto de Buenos Aires, aqui pertinho do escritório. Um contêiner cheio de pesticida vindo da China (Ai, dona Daisy :D) explodiu e pegou fogo. Menos mal que as autoridades estão dizendo que o produto é de toxicidade média, não há motivos para pânico!  Só é fedido pra caramba!
Não há motivo para pânico!
“É uma nuvem tóxica, todo mundo pode ir embora pra casa”, avisa a colega do RH, ao borde das lágrimas. É pra já!!! Mais veloz que o raio, agarro a bolsa, pego o elevador e já chego no metrô rapidinho. Tem até lugar pra ir sentada, que beleza!
No tempo que levo pra chegar em casa a cidade já está paralisada. O metrô já não chega no centro,  as linhas do trem de Retiro pararam (a estação é do lado do porto), um navio de cruzeiro foi removido do porto e o Aeroparque tem os vôos demorados por causa dessa bendita nuvem passageira.
Cheguei em casa uns quinze minutinhos antes que a chuva começou a cair. Chuva? Não,  é um dilúvio. O temporal não deu trégua até umas sete da noite. O metrô, que tinha parado e voltado a funcionar, parou de novo. Greve pra quê? Sorte que eu já tou na minha casinha e que aqui não acabou a luz.
Alagados
Alagados
150 milímetros de água depois, a cidade ficou alagada, principalmente em Belgrano, Palermo e Villa Crespo, os lugares de sempre. Muitos semáforos sem funcionar, gente atravessando as ruas agarrados em cordas e até um maluco que tirou a prancha de windsurf do armário e foi dar uns rolês. Mas isso é tão normal que nem tem graça comentar. Acontece toda vez que chove forte, que nem São Paulo.
Mas nuvem tóxica é só aqui!!! Viver em Buenos Aires é tão emocionante! Só espero que a cidade não amanheça cheia de zombies amanhã.
Windsurf na Avenida Libertador
Windsurf na Avenida Libertador
Galeria Rio de Janeiro é coincidência ou ironia?
Galeria Rio de Janeiro é coincidência ou ironia?
Hoje o dia foi de ficção científica! Teve de tudo, o caos rolou solto por aqui. Sabe aquele típico dia que era melhor nem sair da cama? Pois é. O que vocês fazem em dias assim? Contem pra gente! E se gostaram do post, não se esqueçam de compartilhar com seus amigos!

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